3 de out de 2014

Crônica Paulistana: Seta pra esquerda

É sim. É essa a nova moda que está - literalmente - nas ruas. Sempre um microônibus ou - com alguma sorte - um biarticulado de primeira linha no corredor destinado justamente a eles: ônibus. O problema não é sair do corredor para ultrapassar o colega que parou à frente no ponto (mas deveria, porque atravanca o trânsito, mas está dentro da lei, enfim), o problema é fazer isso sem sinalizar.

"Seta não é opcional", tatuei no antebraço direito e toda vez que um desses veículos me fecha assim, mostro minha tatuagem, na esperança de que consiga ler a mensagem.

O cara que me fechou ontem não viu. Acho que o celular o distraía...

Mas o fato é que descobri que tem coisa pior do que o meliante do corredor nunca dar seta pra esquerda: é ele dar seta pra esquerda sempre!

Afinal, nunca se sabe quando o colega da frente vai parar (não, luz de freio é para os fracos), então, não é mais lógico deixar a seta para a esquerda eternamente funcionando? Assim, o motorista que vem logo atrás fica sempre alerta, pois o da direita pode entrar a qualquer momento na sua frente. Ou não.

Uma vez um conhecido me disse que gostava de dirigir, mas que odiava o trânsito. Eu não odeio o trânsito, mas entendo bem o que ele diz. 

Trabalho perto de casa, de modo que acabo dirigindo pouco, mas isso não me impede de presenciar esse tipo de bizarrices diárias. E pensar nisso me trouxe a necessidade de registrar aqui os fatos nossos inusitados de cada dia.

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