29 de nov de 2009

Lili vai ao baile

Não era um baile. Era o baile. E ainda assim, preferiu seu vestido mais leve de chita. Ao vê-la sentada, tão solar em sua solidão morna, ele se aproximou. Perguntou-lhe se queria dançar:

"Chances are your chances are awfully good" disse ela mais para si do que para ele.

Flutuaram a noite toda. Ele fez questão de que ela fosse seu único par - embora ela não se importasse muito. Estava lá por si e não por ele. Chegara sozinha e partiria sozinha. Não que a companhia dele não fosse boa, mas aquele era o seu momento de encantamento. Estava nos braços dele, mas seus pensamentos voavam longe, tão longe... e tão tranquilos ao som do piano que tocava no salão de baile. Despediram-se e para a infelicidade dele, não ficou sapatinho de cristal para trás.

"Chances are 'cause I wear a silly grin the moment you come into view, chances are you think that I'm in love with you"

disse ele mais para ela do que para si, enquanto observava Lili se afastando suavemente, deixando um rastro de magia para trás.

Via láctea

Para Bunny Man


Porque quando como MilkyWay, me sinto nas estrelas...

Ambigüidade

De uma emissora de TV: "Aqui você não perde nada".

os punks também amam

Esconde-esconde

[No trecho a seguir consta a data 22/07/08]

Outono. Ela observava o quintal no dia de sol. Varrera-o há alguns minutos atrás, despindo-o da densa cobertura vegetal. Mas ele, terrivelmente pudico, cobrira-se novamente com as folhas da amoreira e da primavera. Para que seu pudor fosse sustentado, despiram-se a amoreira a a primavera - enroscava-se no indefeso telhadinho da entrada e a amoreira parecia espichar seus longos galhos, como espreguiçando-se preguiçosamente após uma longa noite.

As duas estavam nuas.

(Frau Forster)

Lembra, corpo...

Lembra, corpo, não só o quanto foste amado,
Não só os leitos onde respousaste,
Mas também os desejos que brilharam
Por ti em outros olhos, claramente,
E que tomaram a voz trêmula - e que algum
Obstáculo casual fez malograr.
Agora que tudo isso perdeu-se no passado,
É quase como se a tais desejos
Te entregaras - e como brilhavam,
Lembra, nos olhos que te olhavam,
E como por ti na voz tremiam, lembra, corpo.

(Konstantinos Kaváfis)

28 de nov de 2009

Comentário de Tia Ninota

- Tem gente que procura no lugar errado, mas acho que o melhor é não procurar: uma hora você acaba esbarrando com aquilo que queria e nem sabia. O problema é se você está cego para vida.

Flerte

Há alguns meses atrás:
O rapaz de olhos verdes e voz sexy: - Ficou muito bem em você.
A menina de nariz de palhaço sorri: - Obrigada.

24 de nov de 2009

Cantando pesquisadores

- Quer ser o corpus da minha pesquisa?

Uma vez quase perguntei isso a um rapaz, pois queria saber se ele topava ser entevistado.
Não sei como ia soar para ele. Mas sei como soou pra mim.
E como poderia soar para um pesquisador - dependendo a entonação e da piscadinha de olho.

Na ducha com o Senador

O Primo visita Trash Girl


O Primo foi visitá-la no manicômio:

- Eu não sabia que você se sentia assim em relação a mim prima...Ele estava embaraçado, olhava para as próprias mãos trançadas. Não tinha qualquer noção do que estava fazer ou do que deveria fazer. Um colegial.

- É primo, sou uma mulher contida... e constante - disse Trash Girl teatralmente dramática.
Ele hesitava, ah como ele hesitava. Camisa pólo para dentro da calça. Cabelo irritantemente arrumado - repartido à esquerda. Relógio analógico com pulseira de couro. Tinha um sorriso bobo, parecido com soluço. Sempre a calma e a contenção. Não era a toa que a úlcera o devorava por dentro. Leão silencioso deliciando-se por entre suas entranhas – como a paixão bruta e irracional que pulsava por Trash Girl. Ela continuou, troçando:
- Você sabe... Nosso amor seria impossível Primo...
Sem perceber o tom no qual ela falava, ele continuou:
- Você acha mesmo? Digo, eu os entendo – e depois de uma pausa – mas eles também deveriam entender que só poderemos ser felizes juntos – e muito sério – estou pela metade e só você me completa.
Agora ela falava séria:
- Eu acho que a gente não combina, sabe? Olhe pra mim! Eu sou um lixo...
- “Lixo” é como você se sente: não significa que você seja isso... Não entendo porque você se sente assim...
- Ora, deve ser porque eu falhei – disse ela levantando a voz – em tudo quanto é coisa que podia falhar! Perdi meu emprego, perdi a grande chance da minha carreira, perdi meus amigos e perdi meu noivo pra minha melhor amiga. Eu falhei! Eu não dei conta Primo! Dei o meu melhor e de nada serviu, como você quer que eu me sinta? Lutar é inútil!
Ele olhou para ela com carinho – achava-a bonita mesmo vestindo o saco de lixo azul. O azul lhe caía bem:
- Se nada disso deu certo, não era para ser, acho. Seus amigos não eram seus amigos. Sobre o seu Noivo nem falo nada: me contento em odiá-lo duplamente. Empregos vão e voltam. Não é o fim do mundo. Lutar não é inútil... E se eu soubesse que você se sentia assim, teria lutado por você...
- Não sei – disse ela distante – não sei mesmo se lutar é útil – e ambos pensaram que ele nunca teria lutado por ela, pois tal coisa estava além de sua natureza vegetal.
Ele pegou-lhe a mão:
- E sinceramente não acredito que você tenha enlouquecido...
Ela recuou arisca:
- Só acho que você está cansada e desapontada e esse foi o jeito que encontrou para tirar umas férias, de si mesma e dos outros.
Trash Girl o odiou ardentemente naquele momento por ele a ter lido tão facilmente. Mas se odiou mais.
- Adoro esse lugar. Olha o jardim – disse ela sem conseguir disfarçar seu descontentamento, apontando para os lírios.
- É o nosso segredo – disse o olhar do Primo.
- Muito bonito aqui mesmo, mas por quanto tempo você pretende ficar? – perguntou ele ansioso.
- Ah! A vida toda – respondeu ela espreguiçando-se, junto à janela.
- Hum – engoliu ele em seco as suas vontades desejos fantasias – Eu tinha pensado em uma coisa – disse ele ainda semi-calmo.
Ela não deu atenção, estava sentada, ajeitando-se na cadeira desconfortável. A cicatriz do joelho lhe coçava em dias frios. As dos pulsos também. Um lampejo de desespero pulsava em seus olhos sem esperança.

Foi quando ele caiu aos seus joelhos, pegou-lhe as mãos, beijou-as desesperadamente e disse:
- Minha querida, vamos fugir!
E ele era carvão.

23 de nov de 2009

Existe água em marte?

Eu adoraria ter pensado nisso antes, mas Ellen Roper foi mais rápida...

Fonte: http://antwrp.gsfc.nasa.gov/apod/ap050401.html

Free will

"As coisas têm o poder que damos à elas"
(Frau Forster)

22 de nov de 2009

Unicidade

"Somos todos únicos, mas a unicidade é acentuada por essas marcas construídas ao longo do tempo e da experiência que ao mesmo tempo que nos afastam, nos aproximam"
(Frau Forster)

Eu vou estar

Lili o encontra dentro da carteira foto 3x4 dentro do livro que ele lhe recomendara um marca-página dentro da bolsa recibo de compra... dentro dela ainda reside uma leve lembrança: primavera na sua suavidade e outono na sua amabilidade.

Esbarrar com as próprias lembranças nada mais é do que esbarrar consigo mesmo.

Mas Lili já não fica triste: ela sorri e ensaia seus próximos passos. No momento dança sozinha e isso já não lhe causa desânimo. Ela entende. Não tudo o que gostaria, é fato, mas mais do que sonhou entender.

20 de nov de 2009

O nome dela (não) é Daniela

A: - Obrigado Daniela!
B: - Não é Daniela...
A: - Daniele.
B: - Daniele é ela, eu sou Sofia.
A: - Daniele, Sofia, igualzinho...

17 de nov de 2009

You really got a hold on me

Gosto de quando algumas músicas e/ou cantores me levam a outras músicas e/ ou cantores: graças a She & Him cheguei a Smokey Robinson.

Projeção

Diante da ausência de pessoa de maior porte, não me intimidei: peguei eu mesma o retroprojetor em cima do arquivo. Apesar da minha aparência franzina (não gosto dessa palavra, me soa tão turberculosa...)... Apesar de eu ser pequena, não me incomodo com coisas pesadas, mesmo porque nem posso... A Dona M. B. supreendida exclama:

- Essas meninas pequenas são tão valentes!

Mesmo com a minha falta de jeito, circulei com o retroprojetor e ele voltou mais tarde são e salvo para cima do arquivo. Mas confesso que o "valente" ficou ressoando na minha cabeça e pensei se ele não se estenderia para outros campos [alguns floridos outros desbotados] da minha vida.

Tudo bobagens...

Garotos são sempre garotos

Pergunto ao rapaz baixinho de 23 anos e olhos brilhantes de filhote como foi seu fim de semana. Diante da classe cheia de garotinhas ele responde:

- Fui a uma despedida de solteiro.

Os olhos brilham mais e um sorriso de orelha a orelha surge em seu rosto sem barba.

13 de nov de 2009

Construção

“Rasgar contos é algo irremediável, porque escrevê-los é como despejar concreto. Em compensação, escrever um romance é como colar ladrilhos. Isso quer dizer que se um conto não se consolida na primeira tentativa é melhor não insistir. Um romance é mais fácil: volta-se a começar.”

GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ

Glu glu glu


A Xuxa de mocinha da história eu engolia bem. Mas o Sérgio Mallandro de Príncipe Encantado NUNCA me convenceu. Para mostrar como criança não é boba como algumas pessoas pensam...

12 de nov de 2009

Amarelinha

Gosto de andar a pé porque eu vejo as coisas. Vejo de verdade, não passo sem ver. Mesmo quando estou com pressa ou ando rápido - sempre ando rápido - me surpreendo me surpreendendo com alguma coisa nova com a qual esbarro - às vezes literalmente.

Voltava pra casa e vi, lá longe, uma menina pulando na calçada. Sozinha. Nem me passou pela cabeça o que poderia ser aquilo. Conforme fui me aproximando, percebi que havia ordem e ritmo em seus pulos. Mais uns pulos (dela) e passos (meus) e percebo o óbvio (o título do post): AMARELINHA! Não sabia que as crianças ainda brincavam disso e tal descoberta me encheu de uma satisfação interna exteriorizada em sorriso. Sorrio sozinha. Mais para mim do que para a menina que já entrou em casa. Na calçada, riscada de giz branco, leio "céu" e "inferno" e os números - tortos, dada a irregularidade da calçada pedregosa. Logo logo chega a chuva e leva tudo.

Viver é como brincar de amarelinha: uma hora você está no céu, (três pulos) na outra, no inferno. Mas é só jogar a pedrinha de novo e volta-se ao céu. E dá-lhe melodrama :)

Quinzinho é vitimado pela crueldade feminina



Com as flores trazidas por Quinzinho, sua amada fez mal-me-quer e bem-me-quer para saber se Ricardão a amava.

Tomando juízo

11 de nov de 2009

Trash Girl banca a conselheira

Teve uma fase em sua vida em que foi costume distribuir conselhos - ingênuos e cítricos - por aí. Na maioria das vezes eram passionais, porque era assim que as coisas funcionavam para ela. Lembrou-se da prima Sonsa. As duas tinham a mesma idade, tinham crescido juntas, mas não tinham nada a ver uma com a outra. Sonsa apareceu na varanda de casa. Ao olhar a prima, semi-despida, Trash Girl perguntou:
- Onde você vai assim?
- Ver o meu namorado.
- Com essas roupas?
- Ah! Que preconceito é esse? Você sempre tão tão liberal...
- Vixi, mas eu só tenho meia dúzia deles: todos são selecionados. Você está certa, sou liberal mesmo, acho que a mulher tem que se vestir como quiser mesmo, mas o que você não vê é que você pode estar tirando toda a graça...
- Toda a graça de quê?
- Homem não gosta de mulher despida: é muito mais interessante uma mulher vestida, para que ele possa imaginar (ou descobrir) o que vem por baixo do tecido. É um jogo: se mostrar tudo perde a graça.
- Você nunca teve namorado... Como pode me dar conselho?
- A minha falta de experiência não tem nada a ver com isso. São os fatos. Nus e crus.
Sonsa fez uma careta. Olhou o relógio. Hesitou.
- Você tem um par de calças tamanho 36?

10 de nov de 2009

Ilogical song

There're some things that are pretty funny: one simple question such as "Are you ok?" can have more than two predictable answers:

a) Yes, I am.
b) No, I'm not.

Talking to Diva Ruiva, I've realized that there may be other possible answers:

a) Yes, I am.
b) No, I'm not.
c) Who cares?
d) Today I had ice-cream,

which implies (e) all the ones above.

Deus estava no "Navio Negreiro"

Era para ser uma aula de divisão de sílabas poéticas e de esquema de rimas de "Navio Negreiro" (Castro Alves), mas não pude deixar de reparar em como as duas frases abaixo transcenderam qualquer metrificação:

"Deus não rima com desgraçados"

"Deus não [se] separa"

Ambas me fizeram pensar em tanta coisa...

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Agradecimento ao Professor B. Satorelli pelas pérolas acima.

apoesia concreta

di
vi
são

9 de nov de 2009

Diário: O passado é portátil - litreralmente

Hoje esbarrei com meu passado dentro de uma bolsa velha, que não usava há muito tempo. Mais especificamente desde. Comprei um presente e essa minha mania ruim de "guardar" moedas e recibos dentro de bolsas e deixá-los lá pela e para a eternidade. Fui limpar uma delas e encontrei um recibo de um tal presente do qual nem me lembrava. Nossa história parece transbordar de nós sobre nossas coisas: quadros, lençóis, cortinas, discos - e pode até mesmo se esconder dentro de bolsas que quase não usamos.

Enfim, é sempre uma sensação estranha essa. E, embora o cheiro de crisantemos tenha me incomodado há algum tempo, hoje já nem ligo mais.

Esse momento de Penélope é novo para mim: já não teço e desteço esperando alguém, mas teço e desteço esperando por mim, ainda que eu me esteja tão perto. Já me encontro em mim, mas parece que me recomeço sempre, saindo e voltando ao rascunho. Os contornos estão cada vez mais definidos: pernas, lábios, olhos e mãos. Pés para o chão. Braços para o sol. Cabelos para o vento. Logo logo saio do papel.

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Música: "Us" (Regina Spektor)
Desejo: Terminar meu relatório
Coisa que se faz necessária: Açúcar
Frase: "O sândalo perfuma o machado que o feriu"

8 de nov de 2009

Diário: Strike!

Estou (re)descobrindo alguns pequenos prazeres da vida: boliche e cinema. Fui jogar boliche no sábado à noite e descobri que gosto de boliche. Na verdade, não sei como passei duas décadas da vida minha sem ter experimentado isso – e nem como usei as bolas de boliche infantis sem saber... E hoje fui assistir “500 days of Summer” (2009) de Marc Webb e me apaixonei pelo filme. Eu já o estava namorando, depois de ter flertado com o trailer umas quinhentas vezes (http://www.youtube.com/watch?v=PsD0NpFSADM) e ter ouvido a trilha sonora. E realmente superou minhas expectativas – um dos melhores filmes que vi nos últimos tempos, não só pela sua qualidade e delicadeza, mas por como ele está me fazendo refletir sobre uma série de coisas e repassar uma série de questionamentos. As virtudes do filme são inegáveis (e não pretendo me deter nelas), mas o que ele passou a representar para mim é tão particular e subjetivo que não tenho nem como discorrer a respeito.

E, de quebra, me lembrei de como gosto de ir ao cinema.

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Filme: “500 days of Summer” (2009)
Música: “Got to be there” (Michael Jackson)

6 de nov de 2009

O Nascimento de Trash Girl

Um dia ela cansou de tanta tristeza e resolveu enlouquecer. Primeiro, raspou a cabeça enquanto seus cabelos gritavam histericamente. Eles ainda estavam vivos e mornos quando ela os recolheu e os colocou na lixeira. Olhou pensativa para ela e para seu conteúdo. Sentia-se um lixo e por algum mau funcionamento cerebral, deixou de encarar as metáforas como metáforas e abraçou a literalidade intensamente – e, com ela, sua nova identidade, pois agora era meio lixo, meio menina.

Descobriu-se uma super-heroína – Trash Girl. Mas quem defenderia? Os fracos e oprimidos? Pois não era ela fraca e oprimida? Ia defender-se então e cuidar do próprio umbigo – agora sem piercing.

Diante de tal revelação do destino – uma super-heroína! – saiu correndo na rua enrolada em sacos plásticos pretos. A família, muito religiosa, chamou um exorcista, pois achou que fosse esse o caso. De nada adiantou e não hesitaram em mandar Trash Girl para um manicômio, pois não tinha solução mesmo. Ela foi, mas não sem antes escandalizar a família ao lascar um beijo no primo que sempre fora apaixonado por ela. E ela sabia. Ela sabia de muitas coisas...

Gostou do modelo da camisa e o branco lhe caía bem. Foi feliz em companhia de seus novos amigos enfermeiros.

3 de nov de 2009

Entre amigos (conversa real)

Gata-de-chapéu no Canadá. Frau Forster no Brasil:

- Por que é sempre mais fácil afastar as pessoas do que aproximá-las? É o capital?! - Gata-de-chapéu.
- O capital? acho que não... no momento desisti de entender o que move as pessoas... não é o amor, nem o dinheiro nem o poder... acho que algumas são movidas pela inércia... - Frau Forster.
- Isso foi reconfortante - Gata-de-chapéu.
- O quê? a música ou meu comentário agridoce? - Frau Forster que havia acabado de lhe mandar um link para uma música que ambas adoram.
- Seu comentário... e a música... que é mesmo uma graça e o vídeo também... uma coisa é certa: o amor entre amigos é um pouco mais fácil. - Gata-de-chapéu.
- Melhor pra nós - Frau Forster.

Para Gata-de-chapéu: o resto da conversa deixei de fora :)

Conselhos Sentimentais de Frau Forster

Hoje, conversando com um velho amigo, me deparei com um velho conselho amoroso postado num velho blog há uns seis anos atrás. Quando ele me disse qual era o conselho, fiquei chocada:

"É só chegar chegando"

Que diacho de conselho era aquele? Ele disse que gostava do tal e que funcionava - e que ainda usa a tal "tática". Notando o meu descontentamento, ele o contextualizou. Citando o Senhor Advogado (meu amigo): "Você [Frau Forster] dizia algo do tipo 'por que os meninos não vem falar o que sentem? É só chegar chegando!'"

Aí a ficha caiu - gíria idosa - e eu entendi e percebi que ainda penso assim de algum modo. Tá bom, tá bom, isso não é garantia de sucesso, mas a omissão é veneno denso que se toma com o café-da-manhã e se condena a vida. Percebi que o tal conselho tem a ver como o modo como eu encaro o mundo e a vida - sem armadura.

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Por esses dias, me bateu uma saudade muito grande de um grande amigo que eu não vejo há muito tempo. Saí hoje mais cedo de casa, para conseguir encontrá-lo. E consegui! Foi ótimo ver a cara de sono dele e lembrar que ele tem uma dicção curiosa =P Fez meu dia mais feliz

2 de nov de 2009

Chama

Quando a Esperança passa a alimentar a Ilusão, ela não pode ser a última a morrer.

Da culpa

"A culpa depressiva é provocada por situações em que 'os indivíduos sentem que ignoraram, traíram ou não conseguiram proteger as pessoas ou valores que simbolizam o seu objeto interno bom."

HARGREAVES, A. A culpa – explorando as emoções do ensino. In: HARGREAVES, A. (1998) Os professores em tempos de mudança. Lisboa: McGraw-Hill. p. 159 – 180.

Umbrella


(Leonid Afremov)