26 de fev de 2010

Auto-ajuda

Eu não sei o que é melhor: um bombom chamado "Otimismo" ou uma calça de marca "Realist". Qual o efeito que um bombom chamado "Otimismo" pode ter sobre mim? E onde as calças "Realist" podem me levar?

CSI mode on


Qual não foi o meu choque ao perceber que o milho usado para fazer canjica parece muito com dentes humanos!

24 de fev de 2010

Criaturinha

Para E. N. F.

Ele gostava tanto da amiga e a achava tão fofa que resolveu chamá-la de "Criaturinha". E ficava "Criaturinha" pra cá, "Criaturinha" pra lá. Mas a menina não gostava nem um pouco. E, um dia, depois de muito pensar, disse-lhe com delicadeza:

- Eu não gosto quando você me chama assim.

Ele ficou em choque, por não entender porque  ela não gostava daquilo. Notando o embaraço do amigo, ela explicou:

- Sempre que você me chama assim, eu me sinto um gremlin.

- Como assim?

- Não sei explicar, é só o que eu sinto.

- Ah. Se você não gosta eu paro. Nunca mais te chamo assim...

O amigo ficou melindrado por dias, ficou frio e arisco, sem saber como tratá-la.

- Me chame de ..., que é o meu nome - dizia ela.

- Ah sim - respondia ele vago.

Cansada daquela situação e com medo de que se afastassem ainda mais, ela cedeu.

- Okay, você pode me chamar de "Criaturinha".

E foi um derramento sem igual! E de novo, Criaturinha" pra cá, "Criaturinha" pra lá. Ela não gostava, mas o amigo valia a pena. Fosse como fosse, foi para casa se sentindo estranhamente estranha naquele dia.

Na manhã seguinte, tinha se transformado num gremlin.

Lucky



Abri o biscoito da sorte: não tinha nada dentro. Seria azar ou deveria eu mesma fazer a minha própria sorte?

23 de fev de 2010

Sai desse corpo!

Eu lembro de quando aprendi genitive case, há muito tempo atrás. Lembro da explicação sobre posse. E, creio que por falta de termos melhores, sempre tinha um teacher para dizer "possuidor" e "coisa possuída". E eu só imaginando por que diabos não havia outros termos. Eu nunca tive medo ou acreditei nessas coisas, mas era impossível não pensar em "O exorcista", apesar de eu nunca ter visto o filme. Afinal, todo mundo tentava me assustar com a famosa cena da escada...

A Maga e as areias do tempo

A Maga olhou para o o jovem de joelhos à sua frente. Ele implorava qualquer coisa. Às vezes tudo, às vezes nada. Ele falava da memória e do tempo e da vida. E implorava. Desesperadamente. Ela, impassível e impossível, contemplava-o, sem qualquer sadismo, apenas o ouvia com atenção.

Entretanto, as palavras do jovem pareciam vazias, embora ele dissesse que vinham de seu cerne pulsante de desejo. Tanto desejo para quê? Para que aquela vassalagem? Era tarde, muito tarde. Eles ouviram o ínicio do fim.

O sol sangrava lentamente no horizonte espesso de nada. As estrelas começaram a aparecer, vagas e frias. Ele entregou-lhe seus sonhos e medos e tudo. Queria atar as próprias mãos para que ela fizesse dele o que quisesse. Mas ela já não queria mais.

Era tarde, muito tarde. A Maga, aço e ferro sem ferrugem, mostrou-lhe a pequena ampulheta e quebrou-a na sua frente. Ele, grito dilacerado, e ainda de joelhos, pediu que reconsiderasse. Mas ela estava muito certa e, com um sorriso de meia noite, disse-lhe:

- Já é tarde. Que as areias do tempo te devorem e consumam e que fiques em permanente estado de dor. O tempo parou para ti, por não saber controlá-lo. Mas ele passou para nós. Por isso tu ficas e eu vou. Não sabes fluir, então não fluirás: ficarás estagnado neste tempo, neste lugar. Já é tarde.

Amaldiçoado que estava, e duplamente assustado, ele viu seu corpo ser envolvido pela areia da ampulheta e sentiu um formigamento nos pés. Eles criavam raízes que se fincavam no chão dolorosamente. A transformação continuava e ele percebeu que tudo estava perdido para sempre. A última coisa de que se lembraria era dos cabelos da Maga, agitando-se com sofreguidão em meio a tempestade.

Chegou a murmurar-lhe alguma coisa, antes que seu corpo se convertesse em salgueiro-chorão e ele pudesse chorar as suas mágoas e erros e escolhas eternamente.

21 de fev de 2010

Família

A mais velha aos prantos, enquanto a mãe tentava consolá-la ao mesmo tempo em que lhe passava um sermão.  A mais nova se achegava e ouvia a conversa de ambas, sentada na baqueta do piano. Às vezes, dedilhava qualquer coisa, mas mal notavam a sua presença. Era ouvir que a mais velha estava triste que vinha ver o que era. Sentava-se na banqueta e simplesmente ouvia a mãe. Quando esta lhe dirigia a palavra, não prestava atenção. Mas quando tinha a ver com a mais velha, toda a sua atenção era voltada para ambas.

Era mais esperta, por natureza. E aprendia com a experiência da irmã.

20 de fev de 2010

Lili e dinho, o chato

dinho sempre olha quando Lili passa. Ele nota que ela anda com uns ares diferentes.  Certa vez, curioso, pergunta-lhe:


- O que é isso que você tem aí?


Ela sorri.


- Um pedaço de bolo. Bolo de cenoura!
- Você que fez? – arregala os olhos gulosos.
- É, fiz para o meu namorado – diz ela abrindo um largo sorriso.
- Que babaquice fazer bolo para o namorado! – ele ri ríspido.
- Babaquice por quê? – pergunta timidamente.
- Ora, é uma coisa boboca.
- Por quê? – insiste ela.
- Gente apaixonada é boboca. Não tem noção de nada.
- Ah, eu não acho não – ela vira os olhos – tem gente que gosta e tem gente que não gosta.
- De quê? Bolo de cenoura? Eu gosto de bolo de cenoura...
- Não, dessas coisas que você diz serem “bobocas”.
- Eu acho isso de uma cafonice sem igual, só para você saber.


Ela dá ombros e vai embora.


Por muitos dias ainda, dia após dia, dinho continua a cercar Lili de suas provocações. Ele caçoa dela religiosamente. Religiosamente, comenta com os amigos o quanto Lili é uma tolinha. Certa vez, ela chega com um envelope azul.


- O que é que você tem aí? – pergunta ele com olhos gulosos.
- Coisas que você não entende – ela responde muito séria, já esperando a chacota.
- Como assim?
- É uma carta – ela explica.
- Deixa eu adivinhar: uma cartinha de amor para o seu namorado! Mas você não percebe o papel de ridícula que anda fazendo? Homem não gosta dessas coisas não, já vou lhe dizendo. E não é com cartinha de amor que vai manter esse namorico – ele ri nervosamente.


A única resposta que obtém de Lili, a inabalável, é o desprezo: ela lhe mostra a língua, atrevidamente. Aquilo o deixa louco! Os olhos dela têm um desdém plástico que parece moldar dinho em forma de nada.


Se ele podia tratá-la com desprezo, ela também podia. Mas as coisas que fluíam de Lili pareciam vir com redobrada intensidade. Sente-se nocauteado pelo inocente gesto e fuzilado pelo seu olhar abrasador. Entretanto, ainda insiste, rindo:


- Isso tudo é tão brega! Cafona até a medula!
- Algumas pessoas gostam dessas coisas. Eu gosto. Ele gosta. Você não gosta. Eu respeito isso. Por que você não pode respeitar essas coisas? Eu não te fiz nada. Não sei porque essa perseguição...
- Está maluca, é? Perseguição coisa nenhuma. Só acho uma cafonice da sua parte fazer todas essas bobagens. Nem sei como ele gosta disso.

Ela dá ombros. Ele ainda se sente moldado em formato de nada.

- Se você não gosta disso, arranje alguém que não faça isso para você – ela diz muito séria. 

dinho dá um pulo. As suas provocações e tanta insistência em falar da vida  dela não eram simples desprezo. Não era simplesmente isso. Naquele instante, se Lili  tivesse olhado para ele com um pouco mais de atenção, teria visto em seus olhos do que aquilo realmente se tratava: uma insone, insolúvel e insalubre inveja.

19 de fev de 2010

Maurício e Malu: Precisamos conversar

Eles se entreolham silenciosos na mesinha de um bar qualquer.
Maurício: - Eu não deveria ter dito aquilo...
Malu: - Foi uma pergunta infeliz. Achei que por ter já te contado a história toda você não fosse se incomodar.
Ele: - Eu também achei. Me desculpa mesmo.
Ela: - Eu demoro a dizer adeus, demoro eras, mas uma vez que digo, é pra valer. Eu me recuso a viver de migalhas, você sabe disso. Prometi não mais me envolver com pessoas que não se entregam, cheias de joguinhos, de máscaras. Ou é ou não é. Por isso que a história com ele não deu certo. Ele era (e ainda é) um menino que não sabe o que quer da vida.
Ele: - Achei que era porque ele era comprometido...
Ela: - Ele estava interessado em mim. Eu sabia disso. Todo mundo sabia. Mas justamente por não saber o que queria da vida, continuou com a namorada. E eu me deixei enrolar. Depois nos afastamos. Ele é do tipo que fala tanto da experiência da vida e sabe tão pouco sobre a vida quanto nós. Bom, quanto eu. Você já está muito mais calejado.
Ele: - Falei sem pensar. Você sabe que eu confio em você. Se não confiasse teria realmente encanado com essa história.
Ela: - Lembra aquilo o que eu sempre te digo sobre o encantamento? Uma vez perdido, não há mais nada que me prenda à pessoa. Ele passou. E ele sabe disso. E não faz a mínima diferença. Ambos estamos em outra, amor. Eu não perdi nada por não ter ficado com ele. Ele, menos ainda. Não faço o tipo dele. Eu seria mais uma namoradinha. Mais uma da lista. Já para você...
Malu segura suavemente as mãos de Maurício.
Ela: - Bom, acho que as suas palavras e ações têm deixado muito claro.
Ele: - Nós nos escolhemos, você sempre me diz isso. E escolhemos a felicidade. Cansamos da tristeza.
Ela: - É, amor. E você sempre soube o que queria, né?
Malu sorri. Maurício a olha desconcertado. O olhar dela o desconcerta, mas não tanto quanto o suave beijo  que o surpreende. E então percebe: era com ele que ela tinha se casado.

Ouvindo "If I had you" Nnenna Freelon

18 de fev de 2010

Diário: Ritos de Passagem

A vida pede passagem e antes que eu me atrapalhe toda e tropece nos cadarços - que teimam em desamarrar - eu agarro os ritos de passagem pela mão. Claro que às vezes eles não se reconhecem como tais, mas isso não parece importar muito no final das contas. Também me descobri rito de passagem de outras pessoas, o que me surpreendeu e causou uma certa felicidade (nada) secreta.

Minha vida tem sido recheada deles nos últimos meses. Tudo e tanto parece acontecer ao mesmo tempo. Entretanto, dessa vez, não tenho a impressão de que vou acabar engasgada por querer engolir o mundo de uma vez só - imagino um globo inflável preso em minha garganta e ouço a música de abertura de CSI Las Vegas. Acho que finalmente encontrei várias coisas pelas quais procurava - e uma delas foi o equilíbrio.

Eu percebo que há coisas que estão prestes a mudar e aí vêm os ritos de passagem, aquelas situações ou pessoas que nos colocam a prova, para que a gente cresça e mude. Hoje mesmo um dos meus ritos de passagem me ligou no celular. Demorei a reconhecer sua voz e seu jeito de falar, pois havia muito tempo que não conversávamos. E não conversamos. Mas foi engraçado pensar em como as pessoas nos trazem de volta a nós mesmos e como nos redescobrimos quando estamos em contato com o outro. 

Ultimamente, quando penso na minha vida, me vejo de pés descalços, pés sujos de terra. Sempre caminhando, sempre seguindo em frente. E muito bem acompanhada por sinal. Um velho sábio me disse mais de uma vez: "O rio nunca é o mesmo", então como que posso querer ser a mesma? O fato é que os ritos existem, entre outras coisas, para delimitarmos períodos das nossas vidas. Um período em que nos comportávamos de tal modo. Uma época em que víamos o mundo por uma certa perspectiva. E marcam as mudanças pelas quais passamos - ou deveríamos passar pelo menos, já que há aqueles que resistem (ou pensam resistir) covardemente a qualquer sinal de mudança.

Seja como for, passei por mais um rito de passagem. Redundante, eu sei. E onde estou agora? Bom, os pés estão no chão - cheiro de terra - mas isso não me impede de (querer) voar (mais) alto. Sou a menina com uma rosa. E a menina com uma carta açucarada. Mas parece mesmo que sou a menina com balão de gás hélio, já que tenho visto as coisas por um outro ponto de vista. O ar é mais rarefeito aqui em cima, mas a vista é mais bela.

E se a vida pede passagem, eu também posso - e peço.

14 de fev de 2010

Viva Las Vegas!

Garrett

Já tinha ouvido falar de "Moça com brinco de pérola", mas nunca de "Moça com rosa vermelha". A caminho de casa, ela se lembrou dos poemas de Garrett enquanto olhava para a rosa em suas mãos. Os outros passageiros a olhavam de modo curioso, pareciam querer saber do que se tratava. Mas quem olhasse com mais atenção notaria um brilho especial em seu rosto e uma delicadeza diferente em seus gestos. E quem a tivesse visto na plataforma de embarque, teria visto que se despedira do namorado, que não a deixava por um instante. Era esse o efeito que aquela companhia lhe causava. Uma sensação de grande tranquilidade.

10 de fev de 2010

Escolha seu sonho

O cliente amargo entra no restaurante. Escolhe a mesa mais isolada no canto mais escuro. Cansado, abre o menu. A garçonete simpática se apresenta prontamente:
- Desculpe, esse é o menu antigo - diz ela tirando-o delicadamente das mãos dele - Hoje, começa a valer esse menu aqui.
O cliente abre o menu novo e é surpreendido por novas cores, aromas, sabores e sensações.
- É isso o que temos a oferecer agora - sorri a garçonete.
O cliente está surpreso com aquela mudança e aquele gosto bom de novidade. Novidade prolongada. Tudo aquilo ia deixar de ser novo um dia, mas não seria menos maravilhoso por isso. Ele sorri. A garçonete fita o cliente com carinho. 

Ela segue em direção à janela e abre a cortina. E qual não é a surpresa dele ao constatar que está, na verdade, no lugar mais iluminado do restaurante?

Dermatologia

Faz tempo que estou para postar essa tirinha. Gosto do Karmo. Apesar de eu não me identificar com ela ou concordar com o que diz, a acho engraçadinha - e verdadeira em alguns casos, devo admitir.




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Posse

Se M. comprou a garrafinha de água, por que a água é da Flora?

9 de fev de 2010

Do livro dos dias


Há vários caminhos e maneiras de encontrar a si mesmo. Esse foi um dos  caimhos que eu escolhi. E percorro túneis e estradas na esperança de que os livros me ajudem a entender o mundo e a mim mesma. Bom, até agora não falharam.

6 de fev de 2010

Diário: Saberes e sabores [2]

Adoro provar novos sabores. Principalmente quando o meu dia tem gosto de sorvete de damasco, um desses sabores que te surpreendem e te mostram como a vida pode ser simples e doce. Aqui de cima, todos parecem reles mortais, porque hoje não ando, flutuo.

4 de fev de 2010

Homens são de Marte, mulheres são de Vênus


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Desculpe, perdi alguma coisa I

Ele me disse várias coisas - numa das conversas mais surreais dos últimos tempos. Com muita delicadeza e educação, apontou várias deficiências e insuficiências minhas. Ouvi tudo com atenção, sem melindres e sem me achar a última pessoa sobre a Terra. E ele cheio de dedos para que eu não me ofendesse.

Entretanto, ao mesmo tempo em que me mostrava como eu não lhe bastava, tentava me vender o seu peixe. E eu me perguntei: por quê? Ele me disse que o que que tinha e o que eu era não eram importantes para ele. Aceitei seus esclarecimentos sem problemas. Com um ou dois argumentos - fracos, se comparados ao resto - ele me disse o porquê da nossa conversa.

E eu ainda me pergunto: por que me quer se eu não sou o bastante para ele? Mais uma das perguntas que nunca me serão respondidas...

1 de fev de 2010

Dia dos namorados

O casal está na praça de alimentação de um shopping center. Trocam seus presentes de dia dos namorados. A menina entrega o embrulho miúdo:
- Caso você não saiba como usar, eu te explico - ela sorri açucarada.
O menino abre o embrulho: dentro há dois chaveiros. Quando observa com mais atenção, percebe serem um menininho e uma menininha. Passado o medo inicial de que ele achasse aquilo muito brega, a menina explica:
- Eu fico com o menininho e você com a menininha.
O menino parece ter gostado muito, seu olhar também é açucarado. Ele entrega seu presente e a menina guarda o desapontamento da escolha sem graça. É isso que ele dá para a namorada? Mas maior do que isso é a sua surpresa em relação aos chaveiros: antes de se despedirem, ela lembra que cada um deles ficaria com um chaveiro. O menino não diz nada, nem lhe entrega o seu chaveiro.

E a menina fica só o ponto de exclamação quando o menino vai embora com os dois chaveiros:

- Acho que ele não entendeu a idéia dos chaveiros... - ela suspira semi-incrédula.

Dos legumes

O vegetariano e as duas irmãs carnívoras estão em frente à uma tenda de comida chinesa, na Liberdade:
- Huuum. Tempurá é uma delícia! - diz o vegetariano animado.
- O que você vai querer? - pergunta a carnívora mais velha - Eu vou de rolinho primavera - seus olhos brilham.
- Vou de tempurá também - diz a carnívora mais nova.
- Mas só tem de camarão, né? E não acho bom voce arriscar - banca a tia a mais velha.
- Não, tem tempurá de vegetais - esclarece o vegetariano.
- Ótimo! Vou querer tempurá de vegetais... - diz a mais nova faminta.
O vegetariano faz o seu pedido. Em seguida, a carnívora mais velha pede à atendente simpática:
- Por favor, vou querer uma fanta, um rolinho primavera e um tempurá de vegetais.
- Vegetais? Legumes, você quis dizer - explica a atendente, sorrindo.
- É... - diz a carnívora mais velha, ligeiramente confusa com tal correção.
O vegetariano comenta baixo:
- Ué, mas legume não é vegetal?

Matemática

Os dois estão discutindo:
- O seu problema é esse! - diz ela.
- O quê? Qual? - pergunta ele.
- Você acha que 1 + 1 = 1! - ela grita.
- E não tem que ser assim? Tem até a música do U2... - ele comenta sem entender.
- Mas você está desvirtuando a música! Cadê a nossa individualidade? - ela pergunta.
- Sempre tivemos as nossas diferenças e elas estão começando a atrapalhar. Estou notando a sua individualidade... - resmunga ele.
- Do que você está falando? Você é o individualista aqui, incapaz de dividir suas alegrias e tristezas! Nunca vai dividir a vida com ninguém! - ela diz.
- E você que anda querendo subtrair coisas de mim? Quer que eu mude! Que eu deixe de ser uma série de coisas...
- Pelo menos eu tento somar algo à sua vida - ela desiste.
Uma porta bate.