15 de fev de 2013

Provas de amor, Yakult e afins


Eu poderia citar aqui mil e uma maneiras de demonstrar afeto, mas de nada adiantaria se você não quisesse ver. Há gente que espera um buquê de rosas vermelhas todo dia, mas é incapaz de dividir um guarda-chuva quando a chuva aperta. E quando o peito aperta e você quer bem alguém, vem aquela coisa das comédias românticas e a fórmula perfeita:

- Tem que ser assim.

Pode ser muito difícil reconhecer o sentimento alheio, pois ele nem sempre se manifesta como achamos que deve. Sim, porque o outro tem que demonstrar o que sente o tempo todo e as provas de amor têm que ser a medida da paixão. Mesmo? A necessidade de arroubos é constante. A rotina é feia e condenável. É isso o que dizem. Só que no mundo real, longe das luzes de Hollywood, é no cotidiano, na rotina, no dia-a-dia que o amor é construído, ganha corpo e peso e passa a ocupar espaço - primeiro em forma de papel de bombom, depois em conversa paciente sobre como resolver o problema das contas que não se consegue pagar.

Sou a favor do Yakult partilhado de bom grado: dividir o Yakult é dividir o pouco que se tem, um pouquinho do próprio mundo.

Esquecemos que estamos lidando com seres humanos - e também que nós somos seres humanos. Esquecemos também que o charme pode estar na falha, no erro, na imperfeição. E há quem passa a vida inteira perseguindo aquilo que ninguém poderá trazer: satisfação total - como se isso fosse condição para a felicidade...

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