31 de ago de 2009

Mentira!

Lili conhece o Pequeno Príncipe

Foxy se lembrava dele e seus olhos de veludo azul. O Pequeno Príncipe viera sabe-se lá de onde, mas sabia-se que de outro planeta. Não era daqui. Jovens daquela idade não curtiam Joni Mitchell, muito menos tinham aquele grau de maturidade. Foxy esquecia-se que ele era tão jovem. E se quisesse ofendê-lo, bastava lembrar-lhe disso. Tentara ler o Pequeno Príncipe diversas vezes, mas ele não permitia. Todavia, por vezes entregava-se numa palavra ou olhar. Encantador, deveras encantador. Ah sim! Ele a cativara de tal modo que poderiam passar horas conversando e ela não sentiria o tempo passar – numa época em que o tempo, para certas coisas, parecia não passar. E Foxy olhava para ele com ar sonhador. É meu caro, um dia você vai entender. Um dia o Pequeno Príncipe desapareceu e restou a Foxy uma saudade morna das risadas partilhadas e dos comentários bobos que ela atribuía à idade dele.

Certa vez, conversaram sobre coisas sérias, sobre o futuro, sobre relacionamentos. Encantador. Mais encantador ainda foi vê-lo correr pelas escadas, pegar a bicicleta e partir. Um desprendimento das coisas que ela não soube explicar. Deve ser a idade. Ele só tinha dezesseis.

Conselhos Sentimentais de Tia Ninota 2

Eu estava no jardim, olhando as flores que pareciam nunca desabrochar e comentei qualquer coisa. Ela me olhou com aquele ar de quem sabe de certas coisas:

- Na dúvida de um flerte, simplesmente ignore-o.

De repente, a imaginei uns vinte anos mais jovem: sandálias, sândalo e uns olhos cor de desejo. Sim, Tia Ninota sabia que certas coisas que eu ainda desconhecia. Folheando o livro da minha vida, apaguei dois nomes e assenti com a cabeça.

30 de ago de 2009

Sintonia

Estava eu ontem com uma música na minha cabeça. Ela tocava suavemente dentro de mim e me saía pelos poros. Tão bonita. Me lembro de ouvi-la, pela primeira vez, na casa da minha avó, quando minha tia ainda morava lá. Ela gostava de Legião Urbana. Eu me lembro da poeira delicada e suave a sair pela janela do quarto. Mas ontem, enquanto a música tocava na minha cabeça, três garotos a tocavam na calçada. Reconheci logo os primeiros acordes e meu coração ficou suspenso. Suspense. Estaria eu certa? Logo vieram os outros acordes e minha suspeita foi confirmada. Tive certeza de que aquela era uma das músicas que morava em mim. Entrei - não sem antes sentir o vento no litoral que me envolvia o espírito e me desassossegava os pensamentos.

28 de ago de 2009

A beleza está nos olhos de quem vê

"Beauty is no quality in things themselves; it exists merely in the mind which contemplates them" (Hume)

Defenestrando...


Essa história de abstrair não funciona para mim, nunca funcionou. Mesmo porque rola um desprezo implícito, desprezo esse que eu nunca pude usar com ninguém.
O que eu fazia então? Defenestrava - mentalmente - aquilo que me incomodava. O problema é que tal exercício exige janela e altura e eu normalmente não tinha ambas, já as paredes oferecem limites e sou pé no chão. Então parei de defenestrar, mas continuo adorando o verbo.
Melhor ainda é a definição da Wikipédia:
Defenestração é o ato de atirar algo por uma janela. Refere-se, contudo, mais especificamente ao acto de atirar pessoas de uma janela com a intenção de as assassinar ou no caso de suicídio.
Ou seja, não posso defenestrar ninguém por acaso...

Hino à Omissão

Trevo de Quatro folhas (Nara Leão)

Vivo esperando e procurando um trevo no meu jardim
Quatro folhinhas nascidas ao léu
Me levariam pertinho do céu
Feliz eu seria
Que o trevo faria que ela voltasse para mim
Vivo esperando e procurando um trevo no meu jardim
Vivo esperando e procurando um trevo no meu jardim
Vivo esperando e procurando um trevo no meu jardim
Quatro folhinhas nascidas ao léu
Me levariam pertinho do céu
Feliz eu seria
Que o trevo faria que ela voltasse para mim
Vivo esperando e procurando um trevo no meu jardim
Vivo esperando e procurando um trevo no meu jardim
Vivo esperando e procurando um trevo no meu jardim
Quatro folhinhas nascidas ao léu
Me levariam pertinho do céu
Feliz eu seria
Que o trevo faria que ela voltasse para mim
Vivo esperando e procurando um trevo no meu jardim
Vivo esperando e procurando um trevo no meu jardim


Vai ser omisso assim na China! Enquanto o tal sujeito espera e procura o trevo, ela já está com outro. Ainda bem que é só uma música - e tão bonitinha na voz da Fernanda Takai. Ufa! Ops! Lembrei que há pessoas que realmente procuram o trevo no jardim e esperam esperam esperam... Não sei pelo quê, talvez nem elas saibam. E essa espera não é sinônimo de paciência não, na minha terra isso tem outro nome...

Até o Darth Vader se frustra...


A frustração faz parte da nossa vida. Tá legal, tá legal – saber disso não resolve a questão, mas acho que nos aproxima uns dos outros, logo que todo mundo tem os seus problemas e dividi-los nos faz (sem dúvida) mais leves. Mesmo porque, quando dividimos nossas frustrações, eu percebo que o fato de eu não ter conseguido uma boneca mais bonita não é nada comparado ao fato de minha amiga nem boneca ter. Embora a leveza às vezes seja insustentável, só para citar O Homem Trufa e Milan Kundera.
Amor, ambição, fracasso, amor-próprio, auto-piedade, ingratidão, desprezo etc. – tudo isso pode estar envolvido, mas a verdade é uma só: nem sempre a gente tem o que quer. E prefiro encarar tal fato de um modo positivo: se não consigo o que quero, que eu aprenda a lidar com a perda (ou mesmo com o fato de não ter tido aquilo que perdi – paradoxalmente falando rs.).
Mesmo porque (e sei que isso soa deveras conformista!), nessa vida tudo passa, citando O Amigo Maravilhoso: “nessa vida, tudo passa, até a uva passa”. Assim, compartilho da frustração de Darth Vader, porque minhas fotos não ficaram boas :D Mas haverá outras fotos...
Se Darth Vader, que é Darth Vader, se frustra, como eu, uma reles mortal não vou querer me frustrar?
Querer eu não quero, mas a gente faz o que pode :)

27 de ago de 2009

Lego me do



O melhor da música inglesa aliada ao melhor brinquedo de todos os tempos - pelo menos para mim! Ainda guardo meu balde cheio de pecinhas, bonequinhos, milhares de coqueiros, centenas de papagaios - e a maravilhosa Linha Paradisa, só para meninas! Melhor do que brincar de Barbie, afe!

Quando eu brincava com lego, era sempre o mesmo enredo: eu tinha uma casa (que era minúsucla - porque nessa época eu tinha uma grande preocupação com IPTU O.o), um restaurante (no qual eu cuidava da comida à administração) e nem me passava pela cabeça ter um marido ou namorado, porque eu vivia para o trabalho (e nenhum bonequinho "masculino" me agradava). Meu sonho nessa época era ter um restaurante.

Um pouco mais tarde, quis casar com o John.

Conclusão tola

Tristeza é ter aquilo o que você mais quer tão perto e, ao mesmo tempo, tão longe.

"Estou a dois passos do paraíso"

25 de ago de 2009

Companhia Aérea

Rondó dos Cavalinhos (Manuel Bandeira)

Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
Tua beleza, Esmeralda,
Acabou me enlouquecendo.

Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
O sol tão claro lá fora
E em minhalma — anoitecendo!

Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
Alfonso Reys partindo,
E tanta gente ficando...

Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
A Itália falando grosso,
A Europa se avacalhando...

Os cavalinhos correndo,
E nós, cavalões, comendo...
O Brasil politicando,
Nossa! A poesia morrendo...
O sol tão claro lá fora,
O sol tão claro, Esmeralda,
E em minhalma — anoitecendo!

24 de ago de 2009

Da Vinci


Beatles


Luto

Judite arrumou o chapeuzinho no espelho. Caía-lhe bem aquela roupa. Fitou-se por alguns instantes diante do espelho. Haroldo apareceu na porta:
- Que horas é o enterro mesmo? – estava de regata branca, samba-canção, meias, segurava uma gravata.
- Às sete Haroldo – respondeu ela com impaciência – Já é a terceira vez que te digo.
- Desculpe – ele deu ombros, deixou a gravata cair.
- Não tinha nada menos discreto? – ela apontou com o indicador a gravata.
- O que tem de errado com ela oras? – sua barriga saliente palpitava de insegurança.
- Turquesa? Faça-me o favor Haroldo!
- Ah Judite! Não tenho nada que sirva pra enterro.
- Você deveria manter um conjunto só pra isso. Fica feio se vestir mal. Tem que estar bem até na hora da morte.
- Falando em morte... Que diabo de hora que o Rubens foi escolher pra morrer, hein?
- Ai que insensibilidade Dodô!
- Mas não é verdade? Justo no começo do ano!
- Fim de janeiro.
- Que seja oras! Estou sem um tostão pra comprar roupa melhor. Nem lembrança vou poder mandar.
- Querido, isso não é casamento – ela passou um batom castanhos nos lábios carmim, já murchos.
- Então tá – a passividade de Haroldo era a mesma de uma criança sem estímulo algum – Que horas é o enterro mesmo?
- Sete horas Dô! Você nunca presta atenção no que eu falo!
- Mas é claro! – ele parecia inconformado – Você é mulher, toda mulher fala, naturalmente, demais. Se eu for ouvir tudo o que você diz, meus ouvidos não dão pra mais ninguém!
- Então está bem: não falo mais nada – virou-se de costas pra ele, continuou no espelho.
- Ah minha Juju... Você sabe o que eu quis dizer...
- Não, não sei mesmo Haroldo de Melo Leite – disse ela com displicência.
Seu nome dito inteiro? Haroldo tinha um problema. Tentou amaciá-la:
- Ah Juju! Estou é nervoso com o enterro.
- Mas você nem ligava pro Rubens.
- Sim, isso é verdade. Mas estou é preocupado com essa maldita gravata turquesa! Não vejo o que há de errado com ela minha foquinha...
- Não me chame de foquinha como se você se importasse – ela interpretava seu papel de mulher. Caprichosa até os ossos – Essa gravata não tem personalidade – e pensou ‘embora você também não tenha’.
- Então o que eu deveria usar? – disse ele, para amolecê-la ainda mais.
- Algo sóbrio, mas ao mesmo tempo requintado, mas que não seja ostentoso.
- Tal como?
Ela deu duas voltas em torno dele. Parecia querer medir-lhe o tamanho. Combinar a cor dos olhos, com a dos cabelos, do terno e dos sapatos.
- Com que sapatos você vai?
- Hum... Com o caramelo.
- Caramelo? Você ficou louco?
- Qual o problema Tetê?
- Ah! Dodô, mas será que tudo eu tenho que falar? Sapato caramelo com terno preto! Faça-me o favor Haroldo!
- Fica tão ruim assim? – submissão ou insegurança? Os dois.
- Se fica! Cadê teu sapato preto, aquele de festa
- Eu não tenho nenhum sapato de festa Tê.
- Tá bem. Onde você colocou seu sapato preto?
- Tá na lavanderia. Precisa engraxar.
- Mas você não devia ter engraxado na semana passada?
- Mas a gente tava viajando Ju.
- Ah! È verdade... Mas você deveria ter feito isso antes da viagem então. Bom, isso não importa. Engraxe agora.
- Mas eu nem tomei banho Didi!
- E não vai ter tempo de tomar se não engraxar agora.
- Que bela hora que o Rubens escolheu pra morrer!- exclamou exasperado.
- É, de fato foi uma má hora. Acho bom você se apressar – olhou no relógio – fica feio chegar atrasado.
- Mas isso não é um casamento. Que diferença faz chegarmos mais tarde ou não?
- Em casos normais, nenhuma. Afinal o fulano já está morto de qualquer jeito. O tempo passou pra ele, né?! E também passa pra nós – olhou no relógio e completou – Mas como é você quem vai dizer as palavras finais... Bem – ela sorriu zombeteira – creio que é melhor que você se apresse.
- Ah é! Eu tinha me esquecido! Só o Rubens mesmo: me dá trabalho até depois de morto – colérico e acrescentando com indiferença – morreu de quê?
- É o mínimo que você deveria saber – uma pausa longa, gostava da expectativa gerada – overdose: tomou remédios por engano. Você bem sabe o quanto ele era distraído, trocou uns frascos e exagerou na dose.
- Modo idiota de morrer.
Ela assentiu com a cabeça. Tirou os olhos do espelho e virou-se para ele.
- Nossa! Como você está linda!
- Eu sei.
- Você fica muito bem de preto, sabia? Fica bem de luto
- Eu sei – ajeitou o chapeuzinho delicado. Puxou o véu sobre o rosto.
- Vai ser a enlutada mais bonita – sorriu e foi para o banho.
Sobre a cama, uma gravata cinza com linhas pretas. Judite se olhava demoradamente no espelho. De fato ainda era bonita e o preto só realçava ainda mais a sua beleza. Ficava tão bem de preto. Ficava tão bem de luto. Poderia haver mais luto. É, poderia sim. E por que não? Com Rubens, tudo muito simples. Velho como estava né?! Já viu. Muito mais fácil do que os últimos três. Pensativa. Fizera um favor, um favor de fato. Mas por que pensar daquela maneira? Não sentia culpa ou remorso, então para quê a desculpa? Só não pensava que Haroldo fosse lhe dar tanto trabalho, simplesmente para se vestir – Nem isso! Nem isso! Depois de Rubens, quem poderia ser? As opções diminuíam conforme aumentava o número de caixões. Pensativa sorriu. Sobre a cama, a gravata cinza com linhas pretas.

Forster, L.G. "Luto" In: Encontros e Desencontros. Rio de Janeiro: Br Letras, 2007.

Dados Maquiados


P.S. Fui eu quem maquiou os dados :)

Os grifos são nossos

Para a Garota de Leeds


TV de LSD ou LCD?


Joni Mitchell sabe das coisas...

"And she said
Go to him, stay with him if you can
But be prepared to bleed"

In: A case of you

Stardust (Nat King Cole)

And now the purple dusk of twilight time
Steals across the meadows of my heart
High up in the sky the little stars climb
Always reminding me that we're apart

You wander down the lane and far away
Leaving me a song that will not die
Love is now the stardust of yesterday
The music of the years gone by

Sometimes I wonder why I spend
The lonely night dreaming of a song
The melody haunts my reverie
And I am once again with you
When our love was new
And each kiss an inspiration
But that was long ago
Now my consolation
Is in the stardust of a song

Beside a garden wall
When stars are bright
You are in my arms
The nightingale tells his fairy tale
A paradise where roses bloom
Though I dream in vain
In my heart it will remain
My stardust melody
The memory a loves refrain

23 de ago de 2009

Da cidade

Contrate Caçambas Cadastradas

(E ainda tem gente que não consegue ver nada em São Paulo e só reclama ¬¬)

Do irlandês romântico





Às vezes eu me pergunto se um dia encontrarei um irlandês que me escreva cartas...

No Salão de Beleza

Tenho um medo ancestral de salões de beleza com nomes como Metamorfoses e Fênix...

Conselhos sentimentais de Tia Ninota 1

Depois de ouvir minha história, ela torceu o nariz e disse:

- Olha minha filha, eu já tive muitos namorados um dia, sabia? E certa vez um deles resolveu que não dávamos certo e desmanchou nosso namoro. Só que ele não queria que eu saísse da vida dele. Ah! Minha filha, eu gostava tanto dele, sabe? E ele parecia precisar tanto de mim que fiquei. Puxa vida! Foi um dos maiores erros que cometi - ela riu gostosamente e continuou – simplesmente não deu certo e nossa convivência se arrastou durante alguns anos, até eu dar um basta.

Ela ficou pensativa:
- E depois veio outro namorado. Ah! Gostei mais ainda desse. Gostei de verdade verdadeira. Mas ele não gostava tanto assim e, depois de cinco anos, ele decidiu que era melhor para os dois terminarmos. Há! Melhor para os dois uma pinóia – ela levantou as sobrancelhas significativamente – para você ver como ele se importava com o que eu sentia, pediu para que eu ficasse também. Aí eu, que já era um broto mais maduro, percebi o quanto esses pedidos são absurdos! Nenhum deles se importou com o que eu sentia! Era sempre assim: Ah Eugênia, você é tão importante na minha vida blá blá blá... Como diabos você pede para alguém uma coisas dessas? A mesma pessoa que te manda embora não tem o direito de te pedir para ficar, você não acha?

Assenti com a cabeça e ela continuou:
- Ah filha! Reprise de sessão da tarde, um horror! Pior do que A lagoa azul! Aprendi minha lição e não fiquei. Segui minha vida e não me arrependo, sabe? A vida é feita de escolhas e se há gente que não percebe que não se pode ter tudo, ah, sinto tanto por eles... Eu segui com a minha vida, apesar de ter gostado tanto desse último e ele teve que seguir a dele. Uai! Que coisa essa viu?

Tia Ninota tomou um gole de limonada:
- Espero que eles tenham aprendido a lição deles. Porque aprendi a minha.

22 de ago de 2009

Pizza!

Sábado é dia de pizza. Acho que não tem nada mais sabatino para mim. Sábado é dia de trabalhar, comer pizza e capotar assistindo “Trouble with the tribbles” – pelo menos foi isso o que ficou do meu sábado passado ¬¬ Na pizzaria, matutei com meu pai sobre questões de extrema relevância concernentes às pizzas (o que em bom português poderia ser traduzido como “os nomes estranhos que as pizzas têm”). Pude dividir tal sério estudo em seis categorias:

Regionais
- Baiana (calabresa moída, pimenta e cebola)
O lance é a pimenta, né?
- Caipira (peito de frango desfiado, milho verde, cebola e catupiry)
Dá até para imaginar o cara criando galinha e plantando milho !
- Carioca (atum, palmito, ovos, cebola e mussarela)
Não estou muito por dentro da cultura carioca, então alguém por favor me explica :)

Subjetivas
- Apetitosa (mussarela, fatias de calabresa, ovos e parmesão ralado)
Apetitosa do ponto de vista de quem? Há! Eu definitivamente não comeria e caso comesse, não precisaria me alimentar durante uns três dias, logo que tais ingredientes garantiriam minhas necessidades diárias por mais de um dia.

Curiosas
- Lambada (salame hamburguês, catupiry, lombo candense e cebola)
Sugestão de consumo: em jantares dançantes.
- Amor perfeito I (presunto picado e catupiry)
- Amor perfeito II (presunto, azeitonas sem caroço e mussarela)
O mistério permanece: De onde raios tiraram esse nome? Flores são amigas e não comida e tenho a impressão que o elo entre as duas é o presunto. Piorou! Presunto e amor-perfeito não tem nada em comum – pelo menos do meu ponto de vista. A não ser que eu esteja sendo subjetiva dessa vez...

“Neologistas”
- Galinhola (peito de frango desfiado, cebola e catupiry)
A primeira vez que li, li /galinhóla/, acho que por associação com graviola, craviola, vitrola etc. Quando vi que “cebola” fazia parte da composição, achei que o nome ficava ainda mais estranho, porque /galinhôla/ não parece palavra do português.
- Alcatum (atum sólido, cebola, mussarela, alcaparras e parmesão)
Soa mais natural do que o “sabor” acima, todavia, aqui a cebola é terminantemente excluída.

Complexadas
- Alho e óleo (mussarela, rodelas de tomate, alho e óleo)
Se eu fosse uma pizza de alho e óleo, na certa sofreria de crise de identidade: pizza e macarrão são comidas italianas, mas veja lá que têm as suas (muitas) diferenças...


Regionais/Patrióticas
- Napolitana, - Romana, - Calabresa, - Portuguesa, - Americana, - Romanesca, - Toscana
Essas nem tem muita graça comentar, já que são mais tradicionais. Entretanto, gostaria mesmo de saber se os ingredientes têm a ver com os lugares de origem ou se e tudo aleatório...



O moço que atendia os telefonemas ficou em olhando e disse que, se eu quisesse, podia pegar um panfletinho, assim não precisaria anotar os nomes das pizzas na minha agenda. Não sem algum embaraço, explique que estava copiando os nomes mais inusitados.


A propósito, a quem possa interessar, minha pizza favorita é a de escarola ;)

P.S. Aposto que os caras que criam os nomes das pizzas são os mesmos que escolhem os nomes das operações policiais :)

Perfect (Smashing Pumpkins)

I know we're just like old friends,
We just can't pretend that lovers make amends
We are reasons so unreal..
We can't help but feel that something has been lost

But please you know you're just like me
Next time I promise we'll be..
Perfect... perfect...
Perfect... strangers down the line
Lovers out of time,
Memories unwind

So far I still know who you are
But now I wonder who I was...

Angel,
You know it's not the end
We'll always be good friends
The letters have been sent on

So please, you always were so free..
You'll see, I promise we'll be perfect
Perfect strangers when we meet...
Strangers on the street
Lovers while we sleep

Perfect.. You know this has to be
We always we're so free
We promised that we'd be..
Perfect

Beirute? É de comer?

Para Minha Ruiva Favorita

Numa pacata manhã de sábado:
- Você gosta de Beirut? - pergunto eu, entusiasmada com a vinda deles ao Brasil
- Não. Esqueceu que eu não como carne? - responde ela não sem algum sono.
- Era a banda - esclareço, ao mesmo tempo que me lembro que ela era vegetariana

Ela rompe numa crise de riso:
- Isso daria um bom post!
- É meu!!

Para quem não conhece:
"Elephant gun" (Beirut)
http://www.youtube.com/watch?v=N-mqhkuOF7s

Política Amorosa do Rim

Precisa de um rim? Pega, pode levar.

21 de ago de 2009

Do couro

Achei que era mito essa história das crianças e adolescentes que pensam que o leite vem da caixinha, mas ontem pude verificar algo semelhante: jovens que não sabiam que o couro era pele de vaca - entre outros animais.

Da política

É Sarney, você é o perfeito modelo do que um político NÃO deve ser ¬¬

Lili e o Império da Frieza Mamórea

O azul-decepção pintava-lhe o coração – ela não gostava daquele matiz, era o único do qual não gostava. Estava cansada, muito cansada. Inclinou a cabeça para a esquerda, pensando no que fazer. Examinou seus bolsos e bolsas. Estavam vazios: nenhum sinal de raiva ou angústia. Lavou o coração e tendo continuado azulado e levemente encardido, tingiu-lhe com as cores da manhã – aquecendo suas mãos e olhos. Mas certas coisas eram necessárias, pensou ela politicamente. Ainda que cansada, deu um golpe de estado e instaurou o Império da Frieza Marmórea, no qual a indiferença era carinhosamente cultivada no jardim de seu palácio entre flores como o amor-perfeito e não-te-esqueças-de-mim.

Versinho do dia

Rabugice não guardo nem para a velhice

Hoje é o dia


Hoje eu acordei usando lentes cor-de-rosa e a garoa não me incomodou. Tocava “Dreams” no rádio e eu já tinha, na minha cabeça, tudo aquilo que precisava resolver – impreterivelmente – hoje. Aliás, ainda preciso, logo que estamos só no começo do dia. É engraçado como a gente muda com o tempo (conversa de ontem com a Senhora dos Grifos), podendo aproveitar todas as experiências como aprendizado – esse é um dos pensamentos nos quais baseio minha vida, porque acredito que Deus nos dá sempre novas oportunidades de crescimento. Há alguns anos eu seria incapaz de lidar com metade do que me acontece – não porque sejam coisas difíceis, mas porque eu não tinha maturidade (palavrinha perigosa) para tal.

Está bem, tenho os meus vintes e poucos anos e não sei nada da vida. Mas com o pouco que sei, consigo traçar um caminho do que quero fazer e de quem quero ser. Nunca me senti tão adulta e isso não me faz absolutamente melhor ou pior do que ninguém. É simplesmente uma daquelas conquistas pessoais impossíveis de se dividir. Conquista pessoal? No meu caso sim... Sinto isso porque hoje eu consigo conciliar as lentes cor-de-rosa com a lucidez que o mundo exige. Não é porque levo as coisas a sério que não haja confeitos nos meus doces. Entretanto, pretendo levar tais lentes até a velhice – se chegar lá, naturalmente – e fugir da rabugice que assola tanta gente da minha idade. Quero mais é curtir os bailes da terceira idade. Só acho que hoje é o dia para mudar, para olhar para o outro com mais carinho e atenção, para aprender a gostar de si, dar uma segunda chance, arriscar. Hoje é o dia de abraçar o mundo, a profissão, a família, os amigos...


... puxa, a máquina de lavar desligou: vou estender a roupa e a minha alma no varal. Vai ser bonito ver o vento fazê-las dançar.

20 de ago de 2009

Dia seguinte

As fases do luto: choque, negação, raiva, depressão e aceitação. Em menos de 24 horas passei pelas três e agora meu coração está leve.

19 de ago de 2009

Do absurdo

Posso ser engraçadinha às vezes. Mas humor não é o meu forte - isso é uma certeza triste. De qualquer modo, será que tenho cara de palhaça? Cara de Bozo mesmo? Está aí uma coisa que comecei a me perguntar hoje, depois de uma breve conversa.
Ou talvez a pergunta certa fosse: Quem você pensa que é?

18 de ago de 2009

Da mocidade

Se a saia curta, é puta
Se a saia é longa, é crente
Então saia como bem se entende

L.G. Forster

Mario? Que Mario?


Por que o Mario foi para a terapia?
Porque estava passando por uma má fase.

17 de ago de 2009

Sorria


O dente do dente que sorri sorri?

Técnicas bobas para correção em Língua Portuguesa

MAUrício é BOM
MALediscência não faz BEM

Funcionar funciona, né...

Mais sugestões?

Dos sonhos




Porque a vida é doce - recheada do seu sabor preferido.
A minha tem até esse suave açúcar de confeiteiro...

Das escolhas 1


Perspectivas

Tudo na vida é uma questão de ponto de vista. Incrível como Escher consegue deixar isso tão claro.
Sim, sim - voltamos a questão do como meio cheio ou meio vazio. Faça suas escolhas e apostas, porque eles não são a mesma coisa.
Eu escolho o copo meio cheio e dele bebo minha limonada - porque se você tem os limões... Ah! Você sabe...
Pensei no Bunny-man com seus origamis...

'A Ignorância da Morte'

Amo os teus defeitos, e tantos
eram, as tuas faltas para comigo
e as minhas; essa ênfase
de rechaçar por timidez; solidão
de fazer trepadeiras, agasalhos
para velhos, depois para netos;
indulgência de plantar e ver
o crescimento da oliveira do paraíso,
carregada de flores persistentemente
caducas; essa autoridade, irremediável
desafio; e a astúcia
de termos ambos quase a mesma cara.

António Osório, in 'A Ignorância da Morte'

Minha vida com Madonna (e Marylin também)

Dictionaries are girls' best friend and I'm a metaphorical girl

Da felicidade 1

Felicidade é o hamburguer que a sua família te traz quando você não pode sair pra jantar com eles.

Paradoxo

O que o restaurante restaura?

Gracejo

- Lá vai uma flor com um rosa...
- Mas são hortências!

Segundo semestre


Volta às aulas e me vem aquela sensação de ter esquecido o estojo de lápis de cor em casa. Deve ter ficado em outra bolsa. Não. Ficou em outra época.
Foto: Wikpédia