Sobre amizades, rompimentos e "Toy Story"

Se foi é porque não é mais. De repente, não mais do que de repente, a mais velha tornou-se incomunicável. Não respondia telefonemas, mensagens, e-mails, cartas...
- Ei! O que aconteceu? Está tudo bem? Fiz alguma coisa que te magoou?
A amiga respondeu que andava muito ocupada. E, graças as redes sociais, a mais nova pôde ver como andava realmente ocupada: saindo com outros amigos, indo a outros lugares, fazendo outras coisas - das quais ela tinha sido deixada de lado.
Vitimando-se, sentiu-se como um dos dos brinquedos velhos de "Toy Story", daqueles com os quais Andy não queria mais brincar. Mas, de fato, não gostava de se vitimizar e, não vendo culpa de sua parte naquilo que havia ocorrido, atribuiu tudo à vida. Mas sem culpá-la. O amor pode acabar sem grandes pirotecnias, sem grandes razões, meio que inexplicavelmente. É a vida. Talvez com a amizade, que não deixa de ser um tipo de amor, fosse a mesma coisa.
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