28 de jan de 2016

Sobre gratidão, pessoas e tudo mais

Reclamei o ano de 2015 todinho das pessoas ingratas, de todos aqueles que não reconheceram aquilo que ofereci. Fosse o que fosse. E ofereço tudo. Sou pisciana, sabe como é, né? Horóscopos à parte, acho que peguei essa coisa de gratidão de um antigo chefe, pessoa realmente inspiradora. Pisciano também, vale ressaltar.

Ele valorizava as relações humanas. Mais do que tudo, talvez. E aprendi muito com ele sobre fazer um bom trabalho, não, um trabalho muito além do "bom". Foi alguém que me apoiou quando eu disse, por exemplo, que não conseguia conceber Educação sem afeto. E ele falava muito que devemos ser gratos e demonstrar gratidão.

E quando não obtive a gratidão que julguei merecer, bem, fiquei bem chateada (acho que fiquei só com uma parte do que ele disse a respeito). Mas passou. Porque as coisas passam. Se dissolvem. Se você dissolver as suas gotinhas de Dipirona num copo com bastante água, mal vai sentir o amargo. E aí o remédio desce mais fácil.

Só que, felizmente, me peguei encerrando 2015 e entrando em 2016 com uma outra perspectiva: é tempo de ser grata. E não digo isso porque botei tal ideia na minha listinha de ano novo, digo isso porque é algo que venho experimentando nos últimos meses. Gratidão.

Me percebi agradecendo às pessoas. Agradecendo muito. Muita gente. Pessoas maravilhosas que fazem (ou fizeram) parte da minha vida e contribuem (ou contribuíram) para que eu fosse me tornando alguém melhor. E percebi que tenho muito o que agradecer e muitos a quem agradecer.

Gente que não espera nada em troca. Gente que ajuda com palavra, cafuné, bombom. Gente que, do seu modo, quer o seu melhor e te apoia da melhor forma que pode. Gente que não some, que sente saudades e diz, que lembra o dia em que você vai começar no novo emprego e liga pra saber como foi. Gente que ouve sem julgar. Como não me sentir grata?

E então, não mais do que de repente, recebi a gratidão que tanto achei merecer. Reconheceram em mim aquilo que ofereci de melhor. O meu melhor que, mesmo sendo falho (visto que sou humana), foi o meu melhor. E, no fundo, acho que mereci. 

Seja como for, estou enxergando essa coisa de gratidão por uma outra ótica e isso não tem preço: sair do próprio umbigo, perceber como o outro se importa e demonstrar como aquilo faz diferença na nossa vida. Isso é simplesmente mágico.

Um comentário:

Vinícius Cassio Barqueiro disse...

Gratidão é realmente algo fantástico! :)

Veja que interessante: https://blog.todoist.com/2015/11/24/the-case-for-building-a-gratitude-habit/