13 de abr de 2013

"Save me!" (só que não)

Freddy Mercury e os Hanson que me desculpem, mas:

- Save me!

Não é um pedido lá muito válido. E isso acontece simplesmente porque eu não tenho o poder de salvar ninguém - do mesmo que ninguém pode nem vai poder me salvar (embora eu já tenha querido isso tantas e tantas vezes...)

Você pode ter a sua família, seus amigos, sua fé - mas, no fim das contas, só você mesmo pode se salvar. Só a sua vontade de sair de onde se está. Podem até jogar a corda ou a boia pra você, homem ao mar, mas se você não se esforçar... Pode estar a maior calmaria e você vai se afogar.

Que movam céus e terras, mas se você não quiser... Ah. É o livre-arbítrio, né? Por isso, é preciso saber nadar todas as modalidades e estar com os cinco sentidos apurados quando o dia for da caça - e você for o alvo. Porque, às vezes, somos a caça e não vai haver milagre para nos salvar a pele.

É, você que vai ter que a superar seja lá o que for, a lidar com seus problemas e com as pessoas difíceis que existem na sua e na minha vida, aprender a cozinhar e a trocar a lâmpada sem ajuda, conhecer os seus limites, em vez se esperar que alguém os aponte. 

É você que escolhe o que fazer com o seu leão diário: domesticá-lo, espantá-lo ou matá-lo - salvá-lo?! - talvez eu o salvasse, caso pudesse. Mas só dou conta de mim e, ainda assim, daquele jeito.

Posso ser toda ouvidos, te estender a mão, te entregar o mundo, te oferecer muitas tardes, te falar o que você precisa ouvir... Mas não te salvar. Do mesmo modo,  você não pode me salvar - e isso não é ruim.

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