22 de abr de 2014

Universo, fala comigo, por favor!



O universo deve ter ficado cansado de mim:

- De novo essa moça querendo um sinal? Afeeeeeeeee!

Ah, Sr. Universo! Não me leve a mal: dessa vez, eu nem queria mais todas as respostas, só precisava saber se eu estava no caminho certo, sabe? Tenho não trilha de farelos como João e Maria, nem tijolos amarelos como a dona do Totó. Sou reles mortal, veja bem. Pó de estrela como todos os outros reles mortais.

E por ser reles mortal, sei que não perderia seu tempo se chateando comigo, não tenho essa importância. Todavia, acredito que você é generoso o bastante para me mandar os sinais que tanto pedi - secretamente.

Pedi - e não perdi. Nunca perco, quase nunca, vai... Medo grande de "sempre" e "nunca". O fato é que eu tenho visto os sinais que tem me mandado e os recebo como quem recebe um velho amigo ou o filho pródigo que a antiga casa retorna.

E, tão feliz quanto receber os sinais que tanto pedi - secretamente, entre travesseiros, orações e sono - é saber vê-los com clareza, calma e a certeza:

- Sim, você está no caminho certo.

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