Can you hear the drums Fernando*?


Fernando* me perguntou se poderíamos marcar um café na quarta passada. Adoraria, mas não seria boa companhia do momento. Ele me lê bem, sempre me leu e surge-lhe uma ponta de preocupação. Mas prometo-lhe ser agradável. Transporte público. Atraso e aviso. Logo o vejo e como aquilo me faz bem... Engulo meus dramas pessoais, a fim de não desperdiçar o momento. Convenhamos...

Ele passara um tempo fora do país e fazia muito tempo que não nos víamos. Logo ao voltar, já tinha falado sobre um tal presente para mim. Qual não foi a minha surpresa o receber o tal presente!

Capa dura. Preto-e-branco. Vida e obra – ESCHER! Caramba!
É de segunda mão. Mas está novo.
Segunda mão que nada... Fantástico!


Vamos tomar café. Pergunto-lhe sobre sua vida, seus planos, sua namorada. Ele vai narrando, bem a sua maneira tão peculiar. Sempre calmo e tranqüilo. É sempre bom ouvir suas histórias, me levam para longe. E ainda assim, sua lucidez me traz para a concretude do mundo. Tenho muita sorte de ter te conhecido...


Nos despedimos e estou mais leve e feliz.


Engraçado como o preto-e-branco do livro de Escher contrastou como o meu dia – colorido por Fernando*.

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