31 de mai de 2010

Aparentemente, Zeca existe.

Gosto de Zeca, de Quinzinho, de Clara, Bibi, Trash Girl e Lili. Zeca é o fracasso. Quinzinho, um sonhador prático, bastante encantador. Clara nasceu femme fatale e virou mulher de carne e osso. Bibi é uma criança graciosa que não me visita faz tempo. A Trash Girl brotou da minha revolta cansada e intensa. Lili... Ah! Lili é minha favorita, minha filha predileta, e ela é justamente uma das razões do blog. Todos eles, mas ela em especial, me mostram o mundo e muito de mim. E todos eles me ajudam de algum modo.

Por isso, são meus filhos, muito do que vivo ou vejo. Às vezes as duas coisas juntas. E qual não foi a minha surpresa ao descobrir que Zeca existe de verdade e lê o meu blog! No último post sobre ele, um leitor intitulado de “Prazer, Zeca” comentou:

- Meu nome é Zeca?

Lamentável pensar na possível identificação da pessoa em questão com o post. Triste mesmo. O meu Zeca não é uma das pessoas mais felizes ou bem resolvidas. Ele nasceu justamente de uma situação de extremo descontentamento e revolta da minha parte. Depois, foi adquirindo esses tons de cinza encardido e azul desbotado que impregnam sua existência - agora possível e provável.

No primeiro post sobre ele, a personagem identifica-se a si mesma como covarde. No último post, ele ratifica isso, ao invés de retificar. Há muito mais distância entre “ratificar” e” retificar” do que entre as vogais “a” e “e”. Contudo, talvez eu esteja sendo injusta com Zeca: ao menos dessa vez ele decidiu pensar em agir – fato significativo vindo de alguém que nunca nem mesmo pensaria em tal coisa. Seja como for, já não tenho pena dele.

Daí eu não sei se a vida imita a arte ou se a arte imita a vida. Bom, o que eu faço não é arte, todavia, arrisco dizer que transborda alguma forma de vida – um pouco mais intensa do que a de uma ameba.

30 de mai de 2010

Zeca desperta

O grande amor da minha vida...

Concluiu Zeca num semi-suspiro vários meses depois da separação. E chorou. Desesperadamente. Ele que a princípio a escolhera por comodidade, porque ela não era nem muito bela nem muito inteligente. Mas como seu café não havia outro igual... Gostava das suas mãos humildes a da sua timidez sincera perante qualquer elogio. Eram as malditas pequenas coisas e aquela dedicação homérica que ela demonstrava na medida exata de açúcar que servia em seu café. A quantidade exata de doçura para a sua existência amarga.

E agora onde estaria? Zeca não se achava dentro de si mesmo, como querer encontrá-la? Queria lhe dizer que ela não era a muleta emocional que tinha pensando, mas o grande amor de sua vida. E não era qualquer mulher que mereceria um artigo definido. Isso é para poucas. E era completamente, indubitavelmente, inegavelmente para ela.

Depois de ter se dado conta de si mesmo e do que sentia, bem, era hora de pensar sobre o que fazer. E se faria alguma coisa de fato.

Gente [2]

Revolvendo as folhagens da minha câmera digital, encontrei fotos das quais não me lembrava. Jardim Botânico! E gostei das fotos. Claro que eu tenho as minhas pretensões e o meu Flickr - não atualizado desde janeiro - mas não pude deixar de pensar: 

[outros pensamentos] ficaram boas. Mais do que boas. Por que ainda não coloquei no Flickr? Assim que eu tiver tempo vago, faço isso. Ah esqueci: não tenho tempo vago...

O que me lembrou que essa história de "Quem quer, arranja tempo" pode ser de caráter duvidoso algumas vezes - principalmente quando você tem três empregos, planos de pós, família, amigos e um namorado fofo.

Bom, as fotos estão lá e podem esperar um pouquinho. As pessoas não. O momento é o agora.

(mas tão logo seja possível, coloco tudo no meu Fickr!)

Juju Kubitschek

Enquanto alguns querem ser John Malkovich, eu quero ser Juscelino Kubitschek. E acho que até que levo muito jeito - não para governar um país, mas para governar a minha vida, naturalmente.

Digo que levo jeito para isso muito por conta do meu lado progressista: se o plano do já citado presidente era o de "50 anos em 5", eu não fico para trás e tenho o meu também - e uma certa pressa pelo progresso.

Não construí uma cidade, capital federal, no coração do Brasil, mas tenho plantado boas sementes no coração de algumas pessoas.

Derrubei tabus, dissolvi traumas, transformei conceitos radicalmente e mudei visões de mundo.  Sem armas, sem gritos. Simplesmente palavras e ações, pois acredito que ambas se complementem. E tudo isso num prazo muito curto de tempo. Coisa de uma ou duas semanas. Às vezes, um pouco mais de tempo, mas o que são dois ou três meses em vinte e poucos anos?

Para mim, é tudo para ontem e tenho um grande compromisso com o progresso: acredito que me modificando, posso mudar o mundo. E quero ser uma pessoa muito melhor e contribuir com a sociedade, tanto no lado profissional quanto no cidadão, enfim, em todas as instâncias da minha vida. E por que não com as pessoas mais próximas? E por que não te fazer mais feliz, dentro das minhas (im)possibilidades? Pois é para isso que estou aqui: para buscar o nosso progresso e nosso crescimento. Sempre em frente, não temos tempo a perder. E sempre fazendo o (im)possível, para te fazer feliz.

Por isso hoje, meu nome não é Forster, mas Kubitschek, Juju Kubitschek.

28 de mai de 2010

Where to?



"It's not where you take things from - it's where you take them to"
(Jean-Luc Godard)

27 de mai de 2010

Gente [1]

Ela me falou que não tem vindo por causa de seu pai. Ele já tirou três tumores e surgiu mais um. O médico diz que é benigno, mas não faz sentido. Ela disse que ficou com o pai na UTI, sem nunca deixá-lo sozinho. Ela me falou que trabalha de dia e faz supletivo à noite. Morre de saudade do filho pequeno que só vê  à noite. Acho que é mãe solteira. Ela me falou que tem dores de cabeça e não enxerga direito porque tem miopia nos olhos: 9 graus em um e 8 no outro. Os óculos saem por R$600,00. E não dá para parcelar. E R$ 600,00 é o que ela ganha.

Ela me falou do seu cansaço. E da sua fé.

Foi aí que percebi que eu não tenho problemas. E que sou uma pessoa minúscula.

25 de mai de 2010

Marlizinha, a apetitosa

O noivo olhava para Marlizinha:

- Meu amor, sabia que você é muito apetitosa?

Marlizinha, em seu vestido curtinho, fingia-se de tímida. Nada antes do casamento. Era esse o combinado - o que não impedia que ela o provocasse vez ou outra. Afinal, sobre isso nada tinham combinado.

Marlizinha era baixinha e roliça. A pele amorenada e tenra parecia dissolver no ar um perfume envolvente e sedutor. Todavia, quem a olhasse de longe, a declararia muito sem graça. Ao contrário de um quadro de Monet, ela só podia ser entendida a pouca distância. E o noivo, Astolfo, a entendia, pois a distância tanto  sentimental quando física era mínima:
- Você é uma delíciazinha, sabia? - dizia ele de olhos gulosos, admirando a noiva.

Chegou finalmente o dia e Marlizinha estava toda exuberante no seu vestido de noiva não lá muito comportado. O modelo não combinava com a proposta de pureza do branco:

- Que gostosura! - susurrou um dos fotógrafos.

- Hum, olha essas curvas! - disse um graçom.

- Pena que casa hoje... - disse um copeiro.

- ... O que não faz dela freira - completou outro.

A cerimônia transcorreu tranquilamente, a despeito de alguns pensamentos escusos de certos convidados. Claro que isso não atrapalharia em nada, afinal, para a felicidade geral da nação não lemos pensamentos.

Depois disso, foram comemorar num grande salão decorado de dourado e branco. As duas famílias, os amigos e alguns colegas do trabalho. 

Marlizinha, em seu vestido de tule, parecia não a noiva, mas o próprio bolo de noiva. E sendo deliciosa, apetitosa e de abrir o apetite... Bem, não se teve dúvida: Marlizinha foi repartida igualmente entre todos os convidado. Sua carne era realmente macia e doce.

24 de mai de 2010

Da classificação

"[...] classificar é uma forma de dar sentido. A classificação costuma ser hierárquica e permite estabelecer relações de pertencimento. Ao classificar definimos, e ao defini-lo, tomamos a decisão a respeito da essência de algo"

(Redorta, 2004)

Ordem e progresso

O transporte público do Rio Janeiro está parado: os motoristas de ônibus estão em greve. Como sempre, há depredação dos ônibus. Desta vez, entretanto, isso me lembrou a Revolução Industrial: numa das primeiras revoltas, os trabalhadores desempregados decidiram destruir as máquinas que os tinham substituído. Não entenderam que a responsabilidade pelo ocorrido não era delas.

Hoje, ainda depredamos máquinas, por não conseguirmos enxergar os reais responsáveis pelo que nos acontece. O quanto será que progredimos?

23 de mai de 2010

What's your name?

Para James Potter
 
Porque eu achava que o Link se chamava Zelda (!)
[...]
Seria muito comprometedor se ele se chamasse Zelda? Xena seria complicado, mas Zelda até que é um bom nome...

Alice, em que buraco você se meteu?

* Contém spoilers!

Estava louca para ver Alice in Wonderland (2010) do Tim Burton. Em 3D, naturalmente. A maioria das críticas era positiva. Todavia, um amigo comentou que tinha lido duas críticas negativas: segundo uma delas, o filme era "frio" e a outra dizia que o filme mais parecia um "desfille de moda". Como sempre, decidi tirar minhas próprias conclusões.

Eu conheço alguns filmes de Tim Burton e confesso que fiquei um pouco desapontada, pois Alice fica devendo muito quando comparada aos demais filmes do diretor. Claro que há o fator Disney por trás, isto é, Tim Burton foi claramente podado, de modo que falta à Alice a atmosfera tão característica de seu trabalho. Por ser do Tim Burton, não seria algo para crianças, mas com a Disney envolvida, o filme acabou se restringindo à isso.

Alice é fria mesmo - não só a personagem, mas o filme também. Sua decisão no final do filme não me convenceu. Não há ousadia, paixão, vigor ou intensidade - a tal grandeza de Alice? Okay, as personagens de Tim Burton não costumam ser exatamente intensas, mas se penso em Edward, na Noiva Cadáver ou em qualquer outra personagem, percebo que falta em Alice uma certa essência. Podia ter sido um filme tão grandioso... e não foi. Ficou reduzido à mediocridade, a despeito dos efeitos especiais fantásticos e do muso de Tim Burton - meu querido Johnny Deep.

E a parte do "desfile de moda" é verdadeira. Chegou mesmo a me incomodar. No mínimo estão promovendo algum estilista, já que a quantidade de vestidos usados desnecessariamente não é normal. Ficou forçado - como outras coisas no filme - e previsível (pense na lagarta que vira borboleta: eu sabia que ela ia aparecer junto à Alice, no navio).

Pois é. Estou até agora esperando a tal "grandeza" de Alice.

Cantadas vegetais

Para Miss Pineapple

Aconteceu uma vez só, mas poderia ter acontecido muitas outras, pois Miss Pineapple é uma mulher realmente bonita e charmosa. Além de uma das minhas melhores amigas, naturalmente. Lembrei do ocorrido porque passei pela lanchonete onde costumávamos almoçar numa época em que não havia restaurantes disponíveis.

Estávamos na fila por um sanduíche natural. Está certo que o cara conversava enquanto montava o sanduíche. Uma palavra: saliva. Todavia, temos que fechar os olhos para algumas coisas - e por que não os ouvidos?

Chegou a nossa vez de pedir. Escolhi o meu. O de sempre. Miss Pineapple pediu o dela e escolheu os ingredientes. Falávamos sobre a faculdade, certamente. Estágios e afins. De repente, o rapaz que montava o sanduíche dela lhe lança um olhar 43:

- Não vai um tomatinho? - diz ele com voz miau!, todo insinuante para Miss Pineapple.

Ela, que não esperava nada daquilo, ficou terrivelmente sem graça. A pele tão clarinha se tornou rubra.  Um tomate? Como boa amiga, eu fiz a minha parte: um grande pedaço do sanduíche conteve o meu riso.

Sempre educada, ela conteve o seu riso - sem pedaço de sanduíche, por não estar em posse do mesmo - e saímos não sem pensar duas vezes antes de voltar.

22 de mai de 2010

Dos replicantes - Blade Runner

* Contém spoliers!

Sim, aconteceu: finalmente assisti o celebrado e aclamado Blade Runner.

Há cenas muito belas, como a morte de Zhora. Gostei da delicadeza dos origamis de Gaff e de sua sutileza. Da ingenuidade e solidão de J. F. Sebastian. Da fragilidade de Deckard e Rachael, embora eu não tenha sido receptiva ao romance deles. Ler o medo nos olhos de Deckard é algo interessante. A trilha sonora do meu queridinho Vangelis é muito boa também. Ótima fotografia e atuações. O final é surpreendente.

Minha parte preferida é o discurso final de Roy. Acho que ele é, de longe, a melhor personagem e, de fato, "mais humano do que os humanos". Na verdade, sua sede por sobrevivência, por não querer deixar de existir, por não  querier deixar que sua experiência se perca são extremamente humanos. Who wants to live forever? Não que se queira viver para sempre, mas Roy precisava ter um prazo tão curto? Como alguém em estágio terminal...

Reconheço o valor e a importância do filme. Todavia, não me tocou. A mesma coisa aconteceu com Ensaio sobre a cegueira: o filme é excelente, mas... eu não gostei muito não.

Não me decepcionei com Blade Runner. Me decepcionei comigo. Porque não consegui sentir o que (quase) todo mundo me disse que sentiu quando assistiu Blade Runner. Talvez seja falta de maturidade minha. Talvez eu não estivesse pronta ou num bom momento para sentir a grandeza do filme. Talvez o filme esteja além da minha sensibilidade. Ou talvez não.

Divergências espumantes

Para Charlie

A e B conversam numa noite qualquer:

A: - Não gosto de sabonete de glicerina: acaba com a minha pele!
B: - Mas é justamente esse o bom sabonete! Ou você acha que eu lavo o meu rosto com os sabonetes que se dizem "hidratantes"?
A: - Mas são esses que hidratam! Os de glicerina ressecam demais a minha pele.
B: - Isso é impressão sua. Aprendi na escola ea ciência nos mostra que os sabonetes de glicerina são os que realmente cuidam da pele.
A: - Não. Você está enganada!

B e eu sabemos que B está certa. Entretanto, a palavra de A é lei. É dela a palavra final.

Diário: Capuccino for one [2]

Acabei de falar com minha amiga e descobrimos que ambas fomos ao lugar combinado, no horário marcado e, literalmente, não não vimos. Agora ambas estão tristes.

Sarah Jessica Parker & Cia

Eu não sou do tipo que tem prazer sem ser do contra, mas realmente não entendo o que há de tão especial em Sarah Jessica Parker. Não a acho bonita, nem sexy. Quanto a qualidade de sua atuação, nada de extraordinário. É normal. É comum. Por que é tão celebrada? O que me faz lembrar de Sex and the city: seriado no qual também não vejo absolutamente nada de mais. E me sinto estranha toda vez que eu não vejo o que as pessoas vêem.

Diário: Capuccino for one

Combinei de sair com uma amiga muito querida hoje. E ela me deu o cano. Fiquei preocupada: liguei no celular dela, em casa e no celular de novo. Mandei uma mensagem. E nada. Fiquei lá duas horas e meia. Nem que fosse para chegar atrasada, mas que chegasse. Cheguei em casa e abri os e-mails esperando algum sinal de fumaça. E nada.

Em outros tempos, teria morrido de raiva ou de preocupação. Hoje, nem um, nem outro. Estou como que anestesiada para certas coisas. Não, não foi efeito dos 500 ml do capuccino de consolo do Starbucks. Acho que só foi eu mesma.

21 de mai de 2010

Na sala de aula [5]: Exemplos

Encontrei o Rafael* no meio do caminho e acabamos seguindo juntos rumo à escola. Ele é um menino de 12 anos, pequeno e muito bonzinho. Fomos conversando sobre várias coisas: o bairro, futebol e coisas assim, sem muita importância.

Ao chegarmos em frente à escola, paramos junto a faixa de pedestre. Passavam muitos carros e esperaríamos o sinal fechar. Há uma moça que ajuda na travessia de crianças e ela também esperava. Em determinado momento, apesar de o sinal estar vermelho, eu poderia tranquilamente ter atravessado a rua, pois não vinham carros de nenhuma das direções.

Entretanto, numa fração de segundos, eu pensei no Rafael ao meu lado. Eu sou a professora dele e vou atravessar enquanro o sinal está vermelho? Pode parecer bobagem, mas não acho que seja: acredito realmente nos exemplos que damos para as crianças.

Não era uma situação do tipo"atravessa que dá", mas eu não arriscaria o Rafael. Todavia, muito mais do que isso, eu não arriscaria "ensinar" uma coisa que na verdade não está certa e que eu faço - o que não faz de mim uma hipócrita. O fato é que passei a repensar uma série de coisas sobre as minhas atitudes. Estou disposta a mudar algumas delas. Pelo Rafael. E por qualquer um que me tome por exemplo.


* Nome fictício.

20 de mai de 2010

Diário: Da estupidez docente

Era noite e a professora tirou um saquinho de polvilho da bolsa. Ofereceu o biscoito aos demais na sala dos professores. Um deles riu ao vê-la comendo:
- Vai passar a lanche? - perguntou ele, interessado.
- Hoje vou - ela respondeu.
Ele riu de novo.
- Você já tirou uma foto antes? - indagou ele.
- Antes do quê? - ela segurava um biscoito no ar, sem entender.
- Antes de começar a trabalhar aqui?
- Não, por quê?
- Porque a tendência de quem passa a lanche é engordar... Você vai ver, daqui há uns cinco, seis anos! A tendência é ficar do tamanho da lua!
- Eu nunca engordo - ela comentou sem dar importância.
- Mas é um fato! Não tem como escapar! - riu ele de novo.

Observações pertinentes:
1) Eu era a professora em questão e não tínhamos a mínima intimidade para a brincadeira. E se tivéssemos?
2) Eu realmente não engordo e acabo ficando abaixo do meu peso fácil fácil (como agora por exemplo - glup!), mas... e se não ficasse? E se fosse gorda? E se fosse anoréxica?
3) Esse foi o mesmo cara que disse que as nossas tranquilas e comportadas alunas de 12 anos usam seus corpos para conseguirem o que querem (!!!!).

18 de mai de 2010

Sentimental

As duas amigas conversam. Uma é canceriana. A outra é pisciana. Eu sou a pisciana em questão. Estamos falando sobre o namorado dela, rapaz deveras sensível. Depois de alguns causos contados:
Pisciana: - Muito dramático ele, hein? Ele é de câncer como você?
Canceriana: - Ele é de peixes...
Pisciana: - Isso explica muita coisa.

Diário: Giz

Hoje saborei o momento de sair de casa... de cara limpa. Ok, curto maquiagem, mas não há nada mais delicioso do que sair de casa de cara limpa. Só o banho e o cheiro de sabonete. Sem máscaras de cores nem de aromas. Só eu mesma.O cabelo? Limpo e preso como eu gosto. Cabelo solto em sala de aula não funciona. Mesmo porque fico com giz até os cotovelos. E orelhas. E queixo! Como pode uma coisa dessas? Gosto de me vestir de preto porque é discreto para dar aula, mas chego em casa com giz dos pés a cabeça. Adoro esrcrever na lousa. Quando pequena, rabiscava um jogo de amarelinha na lajota avermelhada, mas nunca me sujei como me sujo agora. E não só branco, naturalmente. Se é tópico gramatical, dá-lhe rosa,  verde e azul. Nunca amarelo. E descobri que azul é péssimo para ser lido. E que eu talvez eu esteja sendo pessimamente lida. Mesmo com minha caligrafia redonda tão bonitinha.

Sair sem maquiagem e de moletom: não tem preço.

Ouvindo "Giz" (Legião Urbana)

17 de mai de 2010

Na sala de aula [4]: Legionários

Os três alunos estudiosos cantavam alguma coisa enquanto eu colocava a correção na lousa. Cantavam baixinho, aumentaram o volume e começou a incomodar um pouco. Não precisei me aproximar para identificar o que cantavam:
- Ô Faroeste Caboclo! Vocês podem por favor cantar depois?
Os olhinhos dos três rapazes brilharam:
- Você conhece "Faroeste cabloco"? - perguntou R. A.
- Eu sei cantar a música inteira, viu professora! - esclareceu G.J.
- Adoro o Renato Russo! Você também gosta professora? - pergunta S.T.
- Gosto muito sim.
Nós quatro sorrimos: eles impressionados com a descoberta e eu me lembrando que cheguei a cantar "Faroeste Caboclo" algumas vezes com os colegas, na sala de aula, quando tinha a idade deles. Uns 12, 13 anos. E a melhor parte: eu ainda me lembro da letra e sei cantar.

Coltrane

16 de mai de 2010

Digestivo

Quem cala, consente.
E calo
E consinto
E sinto
E me sento
E aceno - deixei alguém para trás:
Eu.

15 de mai de 2010

O que eu penso sobre Dilma Roussef

Recebi o texto abaixo por e-mail e estou colocando aqui porque achei assustadoramente verossímil:

"Dilma foi a uma escola conversar com as criancinhas, acompanhada de uma comitiva. Depois de apresentar todas as maravilhosas propostas para seu governo (se eleita), disse às criancinhas que iria responder perguntas. Uma das crianças levantou a mão e Dilma perguntou:
- Qual é o seu nome, meu filho?
- Paulinho.
- E qual é a sua pergunta?
- Eu tenho três perguntas. A primeira é "Onde estão os milhões de empregos prometidos na campanha presidencial passada?"
A segunda é "Quem matou o Prefeito Celso Daniel?"
E a terceira é "A senhora sabia dos escândalos do mensalão ou não?".
Dilma fica desnorteada, mas neste momento a campainha para o recreio toca e ela aproveita e diz que continuará a responder depois do recreio.
Após o recreio, Dilma diz:
 - OK, onde estávamos? Acho que eu ia responder perguntas. Quem tem perguntas?
Um outro garotinho levanta a mão e Dilma aponta para ele.

- Pode perguntar, meu filho. Como é seu nome?
- Joãozinho , e tenho cinco perguntas:
- A primeira é "Onde estão os milhões de empregos prometidos na campanha
presidencial passada?"
A segunda é "Quem matou o Prefeito Celso Daniel?"
A terceira é "A senhora sabia dos escândalos do mensalão ou não?"
A quarta é "Porque o sino do recreio tocou meia hora mais cedo?".
A quinta é "Cadê o Paulinho??”"

14 de mai de 2010

Equivalências [1]

O que o Didi tem de engraçado, o Lula tem de sério.
O que a Sandy tem de sexy, a Ana Maria Braga tem de jovem.
O que os jogadores de futebol tem de conversa, a Marisa Letícia tem de plástica.
O que a Derci tinha de discreta, a Dilma tem de delicada.
O que o Sérgio Mallandro tem de príncipe, a Xuxa tem de princesa.
O que o Faustão tem de educado, o Roberto Justus tem de talento.O que a Bella tem de bela, o Edward tem de atraente.
O que o Corinthians tem de indiferentes, o Dunga tem de afetos - depois da convocação.

Tapando buracos

A raiva é o que preenche o buraco do coração quando o amor foi embora. Fechado o buraco, a raiva é expelida por ter se tornado "desnecessária".

Amor, então,
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.

(Leminski)

13 de mai de 2010

O feminismo por trás dos Super Gêmeos

Eles são irmãos gêmeos. Ela sempre se transforma em animais exóticos e ferozes. Ele sempre vira alguma coisa relacionada à água, tal como um balde de água. Sim, você leu certo: um balde de água. Já não bastasse isso, depende de um macaco para dar conta do serviço.

Quando miar é bom

Hoje foi um dia para se ouvir "Gatas extraordinárias". Ou seria melhor "Tigresa"? Bom, foi um dia agitado, com inúmeras atividades que deram certo - quem diria? Sem tempo para pensar, mergulhei de cabeça no dia, na tarde e na noite.

Carreguei uma cesta básica que devia pesar aproximadamente 1/3 do meu peso. Venci a burocracia novamente e consegui o meu segundo diploma. Resolvi os pepinos pendentes. Fiz ligações e tomei decisões. E estive em dois lugares ao mesmo tempo. Uh!

Semana passada fui ao aniversário do meu melhor amigo. Festa a fantasia. Tema: vilões. Fui de Mulher-Gato: sempre gostei da personagem, apesar de eu estar muito mais para Bat-Girl, mas quem se importa? A fantasia ficou legal mesmo...

Contudo, hoje eu me senti de fato a Mulher-Gato. Sabe quando você consegue fazer tudinho o que tinha planejado e sai tudo perfeito? Pois é esse o sentimento, o de alguém poderoso, de alguém que escreve a sua própria história, que vai atrás de tudo o que quer e consegue. E para mim a Mulher-Gato é, entre outras coisas, uma personagem que representa poder.

Depois de hoje, o que será que o amanhã me reserva?

Árvores que mugem




Quando a pata-de-vaca é pequena, pode ser chamada de pata-de-bezerro?

12 de mai de 2010

A mágica das palavras


Precisa-se de experiência

No sábado, na hora do almoço, passei pelo Largo Treze. Caía uma garoa fina da qual nem mesmo as pessoas com guarda-chuva podiam escapar: por ser muito fina, vento a levava para todas as direções. E pensei o que um Borg diria sobre isso:

- Resistir é inútil.

Afortunadamente, eu estava dentro de um ônibus e só sustentava o papel de quem observa, sem qualquer empirismo. Foi aí que meus olhos esbarraram com uma placa de "precisa-se". Estava num desses prédios cuja porta fica no térreo e as escadas de um corredor estreito te levam ao primeiro andar, onde normalmente há salas comerciais - às vezes um bocado duvidosas, devo acrescentar.

Bom, precisa-se de muita coisa. Costureiras, predreiros, cozinheiras, caseiros, balconistas, motoboys e assim por diante. Todavia, a placa dizia:
"Precisa-se de senhor com experiência"

Aí eu me perguntei: O que seria um senhor com experiência? Um homem sábio, que já viveu muito e sabe muito da vida? Alguém para dar conselhos? E de que experiência se está falando? Apagar pistas, sequestrar velhinhas, consertar chuveiros e rede elétrica, pintar paredes, vender orgãos humanos (estou com a lenda urbana do carro preto na cabeça), cozinhar, empinar pipa?

A experiência é algo tão vasto que seria necessário especificar: experiência em...

As definições que encontrei:

1. algo que se viveu, que se vivenciou; 2. conhecimentos e vivência adquiridos durante anos de trabalho numa área.

Em que área?

E achei também uma outra definição curiosa e cômica no blog de Lino Resende:

"O nome que o homem dá aos enganos que comete"

Sendo assim, um senhor experiente seria aquele que já errou muito? Mas o que é ser alguém "vivido", "experimentado"? Tem coisas que aprendemos por observação e, muitas vezes, pela observação dos erros dos outros, ou seja, pela experiência alheia. Só que o grosso mesmo, acho que temos que sentir na pele, sejam as coisas boas, seja as coisas ruins. O que faz da experiência algo único, pessoal e, muitas vezes, intransferível. E, algumas vezes, algo explosivo.

Mas continuo sem saber qual é a do senhor com experiência...

For those who like drawing the way I do

(Click on the picture to make it bigger)

11 de mai de 2010

Ivete? É você mesma?

Eu acho a Ivete Sangalo muito lbonita. Ela sai daquela coisa plástico-calculado-silicone, tem uma beleza mais natural Sempre me passou essa imagem. Bom, isso até a semana passada, quando eu vi uma foto da campanha que ela está fazendo para a Riachuelo.

Não sei se exageraram na maquiagem, no Photoshop ou nas duas coisas, mas o fato é a Ivete está parecendo outra pessoa. Acho que a idéia a maquiagem é realçar seus pontos positivos e esconder os não tão bons. Todavia, muita gente acaba, literalmente, se recriando. E são inúmeros os casos nos quais noivas estavam tão maquiadas em seus casamentos que pareciam outras mulheres e, muitas vezes, menos bonitas.

Já o Photoshop tem sido usado de modo mais "inescrupuloso". Nessas, mulheres perdem umbigos e qualquer sinal de que são de carne e osso e que têm as imperfeições comuns a qualquer mulher . Se por um lado, a maioria das pessoas busca na mídia exatamente modelos de não-realidade, por outro, esses modelos podem servir de combustpivel para insatisfação pessoal, por serem inatingíveis.

Ivete Sangalo é bonita e talentosa. Não precisava disso - mas alguém realmente precisa? Bom, citando Acqua:

Life in plastic it's fantastic!

10 de mai de 2010

"Miau!" disse o churrasco de gato



Existe dilema num vegetariano comer salgadinho sabor churrasco?
('Taí uma coisa sem prepósito, coisas com gosto de churrasco...)

Brigadeiro? Ah claro!

O brigadeiro é um dos docinhos mais celebrados das festinhas. É muito bom, naturalmente, mas acho que é celebrado até demais. A mesma coisa que ocorre com Coca-cola na minha opinião. Coca-cola é um refrigerante gostosinho, mas prefiro pensar nas outras utilidades dele: de poemas concretos a limpeza de banheiro (embora eu prefira Ajax Festa das Flores - isso ficou tão gay!).

Lembro das amiguinhas de escola:

- Ai! Ontem fiz uma panela de brigadeiro! E comi tudinho! Que delícia!

Nha! Brigadeiro é bom, mas não está na minha lista de "Pequenas Coisas Deliciosas da Vida". Sequilho, por outro lado, está sim. O fato é que o brigadeiro é ostentado. Se fosse gente, ia se achar o gostosão. O rei da cocada preta - por mais paradoxal que isso possa soar, já que não tem coco no brigadeiro, mas enfim...

Entretanto, quando eu compro alguma coisa de sabor brigadeiro, ah meu bem, eu quero sabor brigadeiro! Vivemos num mundo de mentiras e embustes no qual confeitos e granulados pensam (só pensam) conferir ao sabor chocolate o estatuto de brigadeiro. Brigadeiro é uma coisa. Chocolate é outra: não nos confundamos!

Assuma que você não é brigadeiro, mas sim chocolate! Brigadeiro não é só chocolate, entendam isso vocês, fabricantes de coisas "sabor brigadeiro" - uso consciente das aspas. Comi um pacotinho dos biscoitos 100 calorias da Mabel.
Em primeiro lugar, esse é um nome meio estranho que visa, no mínimo, instaurar neuras:

- Ah! Ainda bem que são só 100 calorias! Vou comer só isso agora!

Em segundo lugar, se aquilo é brigadeiro, eu sou o Bozo. E como não sou palhaça, aquilo não é brigadeiro. Simples assim.

Em terceiro lugar, não há granulado no mundo que me convença que aquilo é brigadeiro e não chocolate. É chocolate sim! Aliás, é achocolatado, ou seja, uma negação do chocolate (a-chocolatado). O que coloca o 100 calorias Mabel, por mais gostosinho que seja, numa categoria abaixo de chocolate.

É, a vida é injusta.

P.S.1. São poucas as pessoas que conseguem fazer o brigadeiro perfeito.
P.S.2. Apresuntado é a negação do presunto.

Aula de Química

Hoje
Li
Na
Kma
Robinson
Crus
Francês

6 de mai de 2010

Women and tea

 
"A woman is like a tea bag, you cannot know how strong she is until you put her in hot water".

(I think... In A woman is a woman by Jean-Luc Godard)

Killer... I mean Drama Queen

Eu surto. É um fato. Eu exagero. É um fato. Não surto tanto quanto antes. Não exagero tanto quanto antes. Entretanto, hoje me deu um gelado no estômago e a minha pressão foi lá embaixo. Um mal-estar me tomou ombros, cabeça e peito. Olhei para baixo e não vi nada. Olhei para cima e vi todos grandes. Me senti microscópica de novo. Uma bactéria simpática e inócua com documentos e as respectivas fotocópias nas mãos. E uma dor no peito. Jesuis! Que que é isso? Não tinha comemorado antes porque essas coisas sempre podem miar:

- MIAAAAAAAAAAAAAU!

E aquele mal-estar e eu querendo calar o miado estúpido ressoando no meu coração parado. Eu exagero? É um fato. Não nego, mas também não nego que me senti humilhada e uma palhaça. E não teve graça. Eu não sou engraçada, desisti de ser há algum tempo.

Dividi com o Pai Forster a minha angústia e meu inconformismo e com Charlie o seguinte desabafo:

- Não gosto de funcionário público!

Ela riu, porque agora eu sou funcionária pública! Eu ri também, mas meu peito não doeu menos. Na verdade, ainda dói, mesmo depois de algumas horas.

- MIAAAAAAAAAAAAAU!

O fato é que tenho que aprender a me comportar melhor. Não em relação aos outros, mas em relação a minha prórpia pessoa. Normalmente, sou uma dama em se tratando dos outros. Sem chiliques. Porque os chiliques guardo todos para mim e minha intolerância diante de certas coisas, como depender de duas instâncias superiores que não dão a mínima para mim, nem me respeitam (sendo que uma está de greve) e me pedem coisas idiotas têm outras coisas com o que se preocupar. Drama Queen mode on.

O Pai Forster pegou a sua carabina e, muito tranquilo, me disse:

- Fique tranquila que, se necessário, a gente vai caçar esse gato.

5 de mai de 2010

Mas eles são sagrados!

Frau Forster derrota a burocracia

Me disseram para fazer escândalo. Armar um banzé. Chutar o balde e o pau da barraca. Me disseram para ser durona e chamar a Globo. Me disseram  para processar todo mundo e falar um monte. Bom, mas eu não sou assim. Não sou isso.

O fato é que eu não fiz nada disso. E consegui o que eu queria. Com muita paciência, insistência, educação, firmeza, sobriedade e muita doçura na voz, consegui o meu diploma - o diploma ao qual eu tinha direito, mas do qual precisava o quanto antes.  Claro, rolou um stress, crises e tudo mais porque eu precisava - desesperadamente - deste bendito documento.
A instância superior da qual dependia o meu diploma realmente fez com que eu me sentisse inferior, tal foi o descaso e o desprezo com o qual me trataram. Todavia, se por um lado, havia quem me tratasse de tal modo, por outro, havia gente que realmente fazia o seu trabalho e que entendia o meu lado:

- Seu diploma já deveria estar aqui. Pode deixar que hoje eu vou pessoalmente buscá-lo e você pode vir a partir das 13h30. Não precisa nem ligar, ele vai estar aqui.

E estava lá. Papel moeda, marca d´água, baixo relevo. Meu coração se encheu de alegria e eu pensei: 

"Hoje vou dormir tranquila"

E, claro, finalizar esse longo processo amanhã e dar início a uma nova fase. Ah! Isso sem esquecer de agradecer a todo mundo que me acompanhou e que não me deixou surtar muito. Afinal, eu sou uma Drama Queen.

4 de mai de 2010

3 de mai de 2010

Super Frau Forster ativar: forma de um balde de água fria


 Se a Xuxa pode lutar contra o baixo-astral, por que eu não posso lutar contra a burocracia? Ambos são entidades malígnas e que me causam muito desconforto, no mínimo - para não dizer desespero...

2 de mai de 2010

Da ligeireza de um ser apaixonado

De boba só tenho cara. Adoraria dizer isso, mas estaria mentindo. Todavia, já não sou tão boba assim. Reconheço com certa facilidade certas coisas. E eu o reconheci naquela tarde de sábado, quando o avistei numa estação de trem. Ele não tinha me visto e eu tive o prazer secreto de observá-lo a distância.

Ao nos encontrarmos na cafeteria, disse-lhe que o tinha seguido. E em seus olhos li um espanto adocicado. Muita conversa e alguns cafés. Mãos dançando sobre a pequenina mesa. Por que não se encontram? Pois se eu já sei ler olhares... Ele me fala sobre o mundo dele, um mundo recheado de sons e cores que eu desconhecia. Como podemos ser seres únicos e ainda assim complementares? (1 + 1 = 2).

Ele não sabe como se aproximar, mas eu sei como deixar. E deixo, vou contando muitas coisas, plantando palavras inocentes. As mãos continuam passeando pela mesa. Dançam sozinhas. Entrego tudo: minhas mãos estão abertas sobre a mesa. Ele as segura, cuidadoso e gentil, e se entrega mais ainda:

- Sabe, eu gosto mesmo de você...

O encontro das mãos. Dançam juntas. Bolero. O passo é o mesmo. Assim como o caminho.

1 de mai de 2010

Por que eu não ?

Já me disseram que enxergo muito bem, que vejo o que as pessoas normalmente não enxergam. Já me disseram que meu faro é aguçado e que posso reconhecer a distância o cheiro de um bolo de chocolate. Já me disseram que ouço muitíssimo bem, de modo que cochichar ou murmurar perto de mim não funciona.

Sendo assim, por que sou uma reles mortal e não uma super-heroína? Por que não posso combater o mal por aí? Por que não posso usar uma roupa maluca ou cool sem que ninguém implique comigo? (Claro que nada como o modelito ao lado...)