7 de mar de 2014

Com licença, vou lá fora sonhar.

Gosto de dizer seu nome composto saboreando cada letra, embora só te chame pelo apelido.

- Com licença, vou lá fora sonhar...

Alguns saem para fumar. Eu, para sonhar. Digo isso saindo, enquanto o discurso dos amargos da vida começa. A vida é curta demais para certas coisas. E te explico:

- É que aqui dentro já não cabe. É preciso sair para sonhar, porque é coisa demais por dentro que insiste. E insiste.

Olho as flores de fumaça dos fumantes que me acompanham do lado de fora. Flores que se dissolvem e espalham, como os sonhos que me tiram o sono. E ando por aí com essa cara pálida, olheiras fundas, mas um sorriso diferente. Estão até percebendo e me enrolo e enrolo e sorrio sincera. A vida é boa.

Você se emociona tão bonito e bagunça o meu cabelo já bagunçado. Olha para mim e faz com que eu me sinta a mais bonita, ainda que de cara (literalmente) lavada pela chuva. Chuva, vento e demais intempéries... O que mais faltou naquela tarde?

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