24 de set de 2012

My blueberry nights [1]

"I don't know how to begin/ Cause the story has been told before/ I will sing along I suppose/ I guess it's just how it goes"

Às vezes é preciso andar muito para se chegar onde se quer. A caminhada pode ser concreta. Ou metafórica. Nem sempre se sabe onde se quer chegar. Por vezes, isso é um mero detalhe: a necessidade é sair do lugar, seja para onde for.

Mas também tem aquela coisa: você precisa de um destino para saber que metrô tomar. Consolação ou Paraíso? Sei lá, pode-se arriscar, fechar os olhos e escolher ao acaso: vamos ver o que pode acontecer...

Quando me reencontro, volto ao eixo. Sem desleixo, você se recolhe, se remonta. E, não mais do que de repente, está pronto. De novo. Porque na vida a gente se perde e se encontra. Inúmeras vezes. E cruzamos com muitos outros na mesma situação que nós. Ocasionalmente, esbarramos com pessoas no mesmo momento do que nós, no mesmo timing.

Escolhemos a pessoa errada. Apostamos tudo num jogo e perdemos tudo. Nos apegamos ao que não nos trará nada, por acreditarmos, por exemplo, que o amor nos basta. Não, há outras coisas.

Sempre me peguei pensando:

- O que tenho a oferecer ao mundo? Às pessoas?

Não há nada de errado nisso, mas também é preciso se perguntar de vez em quando:

- O que o mundo e as pessoas têm a me oferecer?

Assim como também é preciso entender que não há nada de errado com a torta de blueberry.




Um comentário:

renatocinema disse...

Matutando amiga...penso que me questiono muito sobre o que as pessoas tem a me oferecer, pois me "entrego" de corpo e alma e o que aprendi é que O HOMEM É O LOBO DO HOMEM. Mesmo que eu não goste disso.