18 de mar de 2013

Solidão, por que não?

Don't even hold your horses: just don't take them out.
Frau Forster

Essa história de inspirar e expirar quando se está nervoso funciona muito bem para mim. Quando você está perdido também não adianta entrar em pânico: respire fundo (sim, o segredo da vida é a respiração - experimente ficar sem respirar para ver o que acontece?) e leia o mapa.

Não é que eu esteja nervosa ou perdida ou em pânico. Na verdade, está tudo bem, de verdade. Na verdade, desconfio que as coisas estejam exatamente em seu devido lugar - como sempre [?]. 

Então o que é? Foi uma sensação que me veio enquanto eu enfrentava o trânsito da manhã de hoje. Penso muito enquanto dirijo - se um dia eu tiver uma ideia fantástica, certamente a terei enquanto estiver ao volante.

Foi a garoa mais a música que me fizeram pensar numa série de coisas. Solidão. Não foi doído nem melancólico nem nada de especial. Só foi - como tantas vezes as coisas só são, simplesmente estão lá, brotam, simplesmente existem.

As pessoas têm medo de ficar sozinhas. Elas têm medo do silêncio. E o silêncio pode ser uma benção, principalmente se abraçado na hora certa - como agora. Silêncio é espaço e tempo. Tão bom esses três.  Quatro. Solidão. Tão bom dar a si mesmo tempo e espaço - e silêncio, muito silêncio. Okay. Só o rádio. Nem sempre é o outro que precisa disso, sabe? Às vezes, nós precisamos disso e nem nos damos conta. 

E dar-se conta disso é bom. E dar-se conta de si mesmo é ainda melhor.

Vira e mexe, me vejo falando de física. Tempo. Espaço. Buracos negros. Gravidade. Causalidade. E talvez sejam exatamente essas coisas responsáveis pela paz de espírito inesperada que esbarrou comigo, derrubando minha costumeira pilha de livros e me fazendo ver os fatos por outro viés..




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