20 de jul de 2011

Woody Allen & eu

Meu querido Woody
Começou por causa de M. Soares em 2007. Foi ele quem me apresentou ao Senhor Allen e foi amor à primeira vista. Bom, eu me apego fácil ao que desperte o meu desejo e foi assim com "Match Point"(2005). Nas aulas de cinema, fizemos algumas análises sobre o filme e as questões por eles sucitadas.

Em casa, esbarrei com "Scoop" (2006) muito por acaso, mas "Cassandra's dream" (2007) fiz questão de ver no cinema com duas amigas cujo interesse por Woody Allen também tinha sido despertado recentemente. 

* Contém spoilers!
Já me recomendaram dezenas de filmes dele, mas o único que consegui assistir foi "The purple rose of Cairo" (1985), o qual achei realmente fascinante. Me deu um aperto no coração, coisa que não aconteceu em "Midnight in Paris" (2011), a despeito de eu ter visto alguns pontos em comum entre ambos, destcando um em especial: a imaginação utilizada como fuga da realidade quando a mesma não satisfaz. Ou as  personagens de Woody Allen,  Cecilia e Gil, estariam inseridas num mundo onde a realidade e o mundo dos sonhos se mistura?  Ou de repente não é nadinha disso! O que eu senti pode estar errado, mas são apenas impressões e sensações, porque não entendo de critica.

Este Woody também é ótimo!
Não sou crítica de cinema, nem quero ser. Quero continuar com o prazer simples de reconhecer se um filme é bom ou não, sem que o meu gosto ou preferência interfira no julgamento de valor Afinal, não é porque eu não gosto de um filme que ele é ruim e não é porque eu gosto que ele é necessariamente bom.

Mas voltado ao Woody e "Midnight in Paris"... Eu adorei o roteiro, detestei Inez, sua família e amigos, achei cativante a insegurança de Gil. Entendo o que é buscar num outro tempo uma realização pessoal que não se encontra no presente - não, eu não gostaria de viver no Brasil Colonial. Me encantei com os escritores, pintores e demais artistas com os quais Gil esbarrou e acho que foi tudo muito bem retratado e ficou bem próximo do que eu havia imaginado.

O final foi parcialmente esperado, mas coisa de 20%, ou seja, uma parcela insignificante. Gostei do rumo que Gil decidiu dar a sua vida  - às vezes, é preciso muita coragem para se fazer isso, como foi no caso dele. Saí do cinema pensando em tanta coisa sobre a vida, sobre minhas decisões e meu destino - por mim assim tecido. E percebi, entre outras coisas, que preciso continuar escrevendo, definitivamente.


3 comentários:

Anônimo disse...

tem que escrever sempre!!!
dou o maior apoio ... sempre

Alê

Anônimo disse...

Sem sombra de dúvida tem que escrever sempre.Comentando a respeito do filme que não vi até o fim porque dormi.....consigo lembrar do Hernst Hemingway(um dos meus autores predidetos), com todo aquele jeitão de machão, muito de acordo com o que se imagina dele.Vou assistir de novo,estava gostando mas infelizmente ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ
Clélia, tia

Carolina disse...

Tô louca pra ver esse filme!