17 de jul de 2011

A verdade não sai da minha boca

Gosto de ondas e elas gostam de mim. Ao menos nos encontramos com alguma frequencia e nossa convivência tem se mantido pacífica nos últimos meses.

A onda do momento é o "de verdade". Poderia dizer que a verdade não sai da minha boca, pois várias coisas que digo são acompanhadas por "de verdade": namorado de verdade, cinema de verdade, frango de verdade, motorista de verdade... Hoje mesmo soltei a pérola:

- Foi a primeira vez que brinquei com um gato de verdade.

(o delicioso Rudá)

E obtive como resposta:

- Mas você já brincou com muitos gatos de mentira?

Pausa.

- Não, acho que nunca brinquei com nenhum gato de mentira.

Fico pensando o que será que essa coisa do "de verdade" representa para mim. Acho que mostra que algumas coisas não parecem ser o que são ou deveriam ser a princípio. E você só vai saber que não eram tudo aquilo quando viver ou conhecer um pouco mais... Do quê? Da vida, dos sabores, dos perfumes... 

Mas quanto ao gato... Bom, foi a primeira vez que acarinhei um gato sem medo. A ausência do medo seria a tal verdade?

Ouvindo Interstate love song (STP)

2 comentários:

Anônimo disse...

essas Verdades vem acompanhadas da palavra experiencia, que não faz sentido sem a palavra sabedoria,que perderia sua utilidade sem a palavra prazer, vontade e felicidade.
Clelia, tia

hugo disse...

Pensando na ausência do medo, acho que vc quis dizer: "foi a primeira vez que brinquei de verdade com um gato".