14 de jan de 2014

LOOOOOOOOOOOOSEEEEEEEER!

"Elizabethtown", 2005
- É acontece... Com todo mundo, pelo menos uma vez na vida.

(isso não deveria ser segredo para ninguém...)

E muito me preocupa quem luta desesperadamente para sair ileso e quem surta e perde o rumo a cada fracasso com o qual se depara.

Não é que eu seja masoquista e adore fracassar (dã)l: o fato é que todo mundo fracassa. 

Fracasso tem a ver com tentativa:

- Só fracassa quem tenta.

Porque até posso viver a minha vida praticamente sem fracassos, mas isso só se eu não fizer muita coisa, não tentar muita coisa. A apatia pode ser bem confortável. Da zona de conforto a gente nem fala nada, né? 

Também não é que eu lide ultra bem com o fracasso, mas a gente faz o que pode, né? A gente aceita que não deu certo fica chateado - há vários níveis de chateação, é claro - e a vida continua. 


NÃO, o fracasso NÃO é o fim do mundo. O fim do mundo deveria ter sido na virada de 1999 para 2000 e depois em 2012 - e não aconteceu, então não vai acontecer agora só porque não atingi meu(s) objetivo(s). 

Claro que dói, bem sei disso, mas a gente pode aprender muito com o fracasso. E acho que dói muito mais quando você deu o sangue e... 

Me esforcei TANTO, como não deu certo?

No meu primeiro semestre de faculdade, me saí muito mal num trabalho final. Não foi nem tanto pela nota (baixa), mas foi pela crítica feita pela professora. Ela  foi dura e isso mexeu comigo: eu tinha me esforçado tanto e tinha gostado tanto do resultado do meu trabalho... E tinha feito tudo errado. O meu fracasso e a crítica dela me fizeram crescer muito. Muito mesmo.

Me esforcei TANTO, como não deu certo?

Pessoas, empregos, planos... Nem sempre o nosso esforço é o bastante para fazer algo dar certo - isso não quer dizer que eu vou deixar de me esforçar tsc tsc tsc. Nem tudo está na nossa mão, nem tudo depende de nós. Além disso, nem sempre estamos prontos para aquilo que queremos...

Cada vez mais, vejo pais que não preparam seus filhos para o fracasso. É como se, ao longo da vida, tudo sempre fosse sair conforme planejado, como se bastasse ter vontade, como se bastasse se esforçar.

- Eu me esforcei, como não consegui o que eu queria?

Esses pais, querendo proteger seus filhos, estão criando futuros adultos despreparados para lidar com o fracasso e para entender que ele nos faz crescer e amadurecer - e muito! No futuro, esses jovens possivelmente serão adultos para os quais o mundo vai se despedaçar na primeira coisa que fizerem e não der certo - e não tiver nem pai nem mãe para resolver.

Imagine que eu tivesse surtado com minha nota baixa e mobilizado meus pais? Poxa, eu já tinha os meus 17 anos, imagine o papelão! 

E sabe o trabalho do qual falei? Guardei até hoje: ele faz com que eu me lembre de várias coisas:

Comer uva passa faz bem!

1) Dias melhores virão. A vida continua. Tudo passa, até a uva passa

2) Todo mundo passa por isso. Não preciso me vitimizar (aaaaaaaaaaah que horror!) e achar que sou a última taça de cristal (tão frágil!);

3) Todo fracasso deve ser o ponto de partida para uma análise do que foi feito: tenho que melhorar na próxima vez? Meu caso com o trabalho, por exemplo;

4) Nem tudo está nas nossas mãos, então que eu me dedique sempre ao máximo, para garantir que a minha parte seja feita;

5) Não se torne um amargo mal-resolvido porque aí ninguém vai ter aguentar e, possivelmente, você não vai se aguentar;

6) Fracasso também tem a ver com a expectativa que colocamos nas coisas. Então, bom senso com as expectativas - não que isso seja uma coisa fácil...

E se tem um filme que fala sobre fracassos de uma maneira bonita e muito interessante é "Elizabethtown" (2005):




Não é porque é um dos meus filmes preferidos nem porque a trilha sonora é linda, mas porque ele traz uma reflexão profunda sobre fracasso, quais são as coisas (realmente) importantes e, acima de tudo, sobre a vida.

E, além de tudo isso, bom, é sempre tempo de recomeçarmos...

Ouvindo (naturalmente):




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