6 de ago de 2012

Plunge

Sai correndo tira as sandálias saí correndo tirei os sapatos meias e o que mais estivesse entre meus pés e o chão e água e eu respiro. Profundamente. eles dizem se joga eu digo me solta me larga que eu quero chegar até aquela rocha lá longe até aquela nuvem lá embaixo eles gritam pula mas são tão cegos e céticos que nem percebem que já pulei faz tempo e ultrapassei a chuva e roubei um raio de sol só pra te fazer agrado e quero ainda fugir do seu alcance do seu olhar do seu abraço da sua palavra fingida de todas as coisas fingidas que me dizem e eu só sorrindo porque não há mais o que se fazer a não ser soltar o quadril pra dançar direito solta o ar solto os ombros os cabelos abra as janelas abre as cortinas abro os botões um a um mas os segredos ah esses ainda há - escorrendo pelas paredes e minando a sua vida e eu assistindo sem comoção as rachaduras se formarem na sua carapaça porque o meu corpo está sem escudo desnudo cheio de histórias e tatuagens e eu baforando na sua cara a minha fumaça imaginária do meu cigarrinho de chocolate tão sensual isso você me disse e eu ri porque não havia nada mais a se fazer a não ser rir das cócegas que ninguém sabe fazer mas eu sei tão poucas coisas nessa vida ai meu Deus... Deus existe e inventou a azeitona sem dúvida mas eu sei fazer meia dúzia de coisas nessa vida coisas sérias bem feitas da verdade mais fluida e cristalina e estridente olha sou eu com esse corpo de praia em pleno inverno porque o inverno estpa na cabeça das pessoas - minha pele é sempre verão.

Um comentário:

Cláudia disse...

escreve um livro? (: