27 de jan de 2013

Como gerenciar conflitos [isso soou tão corporativo]

Um dia lhe disseram:

- Bater de frente de nada adianta.

Era um bom moço, então acatou aquilo: a melhor coisa a se fazer era evitar os conflitos. Ele também logo percebeu que nem tudo se resolvia com conversa:

- Não adianta falar se o outro não está disposto a ouvir 

Ele poderia ter dito a qualquer um, mas quem o ouvia? Também não fez drama, alarde ou salseiro. Simplesmente baixou a cabeça e seguiu o que lhe propuseram.

Logo viu que aquela história de causa e consequência, ação e reação, era tudo balela. Ba-le-la. Porque ele via pessoas que não assumiam as consequências do que faziam: havia quem abafasse as consequências  porque não era bom bater de frente ou entrar em conflito. Muito bem.

Então, um dia, decidiu que não bateria de frente. Ponderou bem. E começou a contornar a situação. Seguia, com segurança, a linha pontilhada no chão. A receita pronta. A solução para os problemas. Contornava com canetinha, na esperança de que tudo ficasse bem e ele avançasse três casas. Sua recompensa. 

Satisfeito, terminou o contorno - e  percebeu estar de volta ao ponto de partida, de onde havia saído.