7 de jul de 2010

Diário: Presunto e queijo

Não me incomodou a fila para comprar frios (meia hora?), mas o senhor que puxou papo comigo e começou a falar mal das filas. Porque nada presta hoje em dia. Só faltou ele dizer que a solução para a sociedade era a castração, como ouvi certa vez, estarrecida.

Não me preocupou o fato de os pães terem esfriado no meu abraço, mas o pai que passou com o carrinho de bebê rente ao forno aberto. Acorda, filhote! O corredor era estreito e o atendente abriu o forno pouco antes de o pai aparecer. Bom, havia outro corredor que ele poderia ter escolhido, mas tem gente que gosta de fortes emoções.

É a primeira vez que vou a esse mercadinho depois da reforma. Passou do estatuto de mercearia  ao de mercado. Muitos produtos, mas poucos funcionários. Muito tempo gasto lá dentro. 

Saí de lá e já era noite. Parece que fiquei presa num lapso temporal. Quanto tempo terá se passado? Quando cheguei em casa, minha irmã estava casada e com dois filhos, meus pais muito velhinhos e eu já não morava lá - no meu quarto só havia móveis usados. Okay, não aconteceu bem assim, mas bem que poderia...

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