15 de set de 2011

Cheia de graça

Para a Dançarina

Quem me acha muito séria é porque não me conhece. Almocei pensando nisso hoje, lembrando das minhas alunas adolescentes rindo dos meus comentários:

- Professora, você é doida!

Há pessoas que convivem diariamente comigo e me acham séria. Há pessoas que convivem comigo por meses e anos, e ainda assim me acham séria. Será que é porque eu levo a vida a sério? Já fui sentenciada em almoços de domingo:

- Mas ela é tão séria!

Falando assim, seriedade me soa quase como falha de caráter, principalmente com as novas modas humorísticas. Mas, se por um lado não me acho tão séria, por outro, sei que não sou a pessoa mais engraçada do mundo. FUN FUN FUN.

Já convivi com muita gente que ostentava o título:

ENGRAÇADO DA VILA

e não vi muito disso não viu? Não gosto do humor às custas dos outros, para auto-afirmação de gente mal resolvida. Sim, , terapia sai caro, né? Mas reconheço que o humor varia de cultura para cultura e mesmo de meio para meio mesmo. E talvez de faixa etária para faixa etária - ou eu deveria dizer "idade mental"? (ui!) E muitas coisas perdem a graça com o tempo, enquanto outras parecem atemporais.

Poxa, tô achando que essa história de humor é um tanto quanto... relativa! Ou será que estou apenas me utilizando de um ardil para me convencer de que sou divertida? Não que isso fosse mudar a minha vida, mas enfim...

Pensei em Thor por esses dias e das vezes que o fiz gargalhar. Thor deve ter sido o cara mais sério que conheci até hoje e eu o fazia rir com frequencia. Mas acho que eram coisas muito nossas, muito parte do mundo paralelo em que vivemos por alguns anos. Ele me disse muitas coisas, mas nunca disse que eu era séria.

Okay, eu não nasci para o humor, para fazer as pessoas rolarem de rir. Charlie é desse jeito: você não passa cinco minutos ao lado dela sem rir um bocado. Seu humor é delicioso

Mas eu não sou séria como dizem por aí. Também não preciso ostentar um (sor)riso 24 horas, preciso?  Só Barbies e aeromoças fazem isso.

Seja como for, me contento em levar a vida com leveza e com o bom humor. Acho que assim a gente nunca envelhece nem endurece o coração. Uma coisa meio Becel, sabe? "Faz bem pro coração".

(Vale lembrar ainda que existem vários tipos de humor e todos eles têm bons representantes - não sou muito fã de "besteirol", mas Monty Python é uma das melhores coisas humorísticas que eu já vi)

Ouvindo uma bela versão do clássico Will you still love me tomorrow? (Lykke Li)

4 comentários:

biel madeira disse...

é, laris.. humor é para poucos... mas ele está, no fundo, mais em quem observa do que em quem o propaga... às vezes até um mau-humor pode ser engraçado... (vide seu madruga...)

Carolina disse...

Eu acho que ser bem-humorada é diferente de ser engraçada. Eu me considero bem-humorada e ás vezes chego a ser engraçada, mas só ás vezes. Definitivamente, não sei fazer piada, mas adoro quando me fazem rir...

Tavão disse...

é... humor está em quem observa... tem gente que lê nietzsche, e não ri nem uma vez... tem gente que ri o tempo inteiro com o biel... nenhuma destas opções é injusta ou menos boa, mas comigo acontece sempre o contrário: gargalho com nietzsche e tremo com o biel.

Ludmila. disse...

Sim!

O maior problema acho que é o fato de que pra você ter bom humor (para os outros)precisa rir e fazer piadinhas o tempo todo. Isso é chato demais! Me cansa quando alguém assim fica muito por perto e eu não gostaria de ser assim...

Antes ter bom humor e rir poucas vezes com sinceridade do que ter mau humor e rir o tempo todo pra disfarçar. ;)


ps: adorei o post. ^^