23 de set de 2011

O nunca é pra sempre?

Porque nunca é tempo demais, intenso demais, forte demais. Permanente demais. Dá para confiar no nunca? E no sempre? Dá? Intenso demais. Pior ainda. Desconfio certeira, serena, sem cerimônia. Um olhar blasé para esses dois extremos que nada significam para mim. Significaram um dia, hoje já não. Nada. Dois extremos que as pessoas vomitam por aí, sem se dar conta de sua força, do quanto nos comprometem, nos amarram, nos escravizam. Sou escrava de ninguém. Ninguém é meu dono, muito menos dois advérbios de tempo despejados sobre mim com absurda frequencia. Sendo assim, até segunda ordem e improvável mudança de itinerário (Parságada que nada!), ambos deixam de existir para mim.

2 comentários:

Tavão disse...

É vero e é bom, Lari. Mas só os escravos podem conquistar a alforria, né?

biel madeira disse...

Pq será q é impossível escrever alguma coisa na mesma página em que o tavão escreveu?...
faço minhas as palavras dele...