8 de dez de 2011

A arte de... abafar a fadiga

Porque as pessoas confundem cansaço com tristeza. Fato. E ao resmungar ontem que queria dormir, Charlie exclamou não-enfática:

- Foi você quem escolheu isso.

Sim, ela tinha razão. Eu escolhi minha profissão e escolhi meus cursos extra. Mas não escolhi certas coisas que os acompanham. Mas elas vêm com as nossas escolhas. Tipo um combo do Burguer King, se bem que até eles devem ser mais flexíveis do que a minha atual condição.

Consigo esconder a raiva, a tristeza e a alegria - a duras penas -, mas não o cansaço, estampado literalmente na minha cara. Também não faço alarde: fico no meu canto com minhas atividades. Mas aí me perguntam se estou bem, porque fico diferente. Todo mundo fica, na verdade.

O que dá para fazer é abafá-lo e deixar para vivê-lo quando tiver tempo para ficar cansada. Mesmo porque, não sou só eu, pelo contrário: a maioria das pessoas que conheço está implorando por férias. Estamos todos no mesmo barco.

E faço da atividade de abafar a fadiga uma arte e começo a série "A arte de...", para fingir que levo jeito para a área de auto-ajuda - e que posso ficar milionária com ela um dia. HÁ. Mas antes de ajudar os outros, tenho que me ajudar e serei capaz de começar a fazer isso quando terminar minhas obrigações e, de consciência tranquila, ir à festa de encerramento do trabalho - salto alto, quem diria - na semana que vem.

Contagem regressiva.



2 comentários:

renatocinema disse...

Meu coração foi cortado agora......

Flávia Amaral disse...

Vai Lariiiiiiiiiiii força pra nós que estamos rodando de tanque vazio, só no cheiro da gasolina!!!!!