11 de dez de 2011

Porque eu adoro oxigênio e outras coisas, como o Natal

Ufa! Quantos dedos? Cinco. Muito bem, muito bem. Porque eu adoro respirar de novo, sair dos escombros - metafóricos, naturalmente. Fim de ano é ver a casa decorada - e acordar com um Papai Noel cantando no corredor. Oh my. E lembrar do episódio deprê de Ally McBeal. E das inúmeras versões de All I want for Christmas is you - não, azeitonas da minha empada, eu não gosto da Mariah Carey.

O fato é que eu gosto muito dessa época do ano, a despeito da inegável e dolorida nostalgia que passeia por mim ocasionalmente. Cócegas e formigamento. Bom, a retrospectiva sentimental 2011 já foi feita ontem com a Ninfa, entre risos, causos e Scott Pilgrim - que nem achei lá essas coisas. Não compro a ideia dos que esperam o Natal para serem bons, como se fosse necessário separar uma data para isso, mas pelo menos as pessoas ficam mais abertas e sensibilizadas nessa época... Já é alguma coisa, não?

E escrever cartões de Natal. Como gosto de fazer isso!

E descobri como desobedecer é bom. E como é bom obedecer. E achei uma foto sua, inesperada e risonha entre os álbuns que mostrava a Ninfa. Saudade feliz. Queria te olhar nos olhos e dizer:

- Feliz Natal, meu bem.

Entrei em outro turbilhão de sábado para domingo. Sábado de manhã, ele me abraçou e ainda perguntou:

- Você está doente? Tão quietinha.

Nada. Meu cansaço escancarado. Ufa! Saindo do turbilhão trabalho, pós, trabalho, pós. Tão bom isso. O turbilhão agora é aquele das resoluções, balanço e expectativas. Deveras agradável, na verdade. Melhor do que 2010, de qualquer modo.

E vou subvertendo o discurso e a linguagem - o quanto der, o quanto puder. E pensando no cuidado no uso do verbo "perder", porque as pessoas o usam sem pensar - como tantas outras palavras.

Olhei para o verde-água nas minhas unhas e pensei: agora sou eu de novo. E fico criando umas frases de impacto bobas . Mas fui presenteada com uma pérola do Felino:

- Você quer que a pessoa te reconheça quando te vê, e não se reconheça quando te vê.

E dele eu ganhei um dos melhores adjetivos que poderia ganhar. Sim, quem nos conhece que sabe. Para o resto do mundo, eu sou essa menininha. Que seja assim então. Não vou implicar, me importar, encanar. Afinal, as férias estão a caminho. Como sempre, eu sobrevivi ao fim de ano. Só de teimosia mesmo - e pelo prazer em ver as luzinhas de Natal.

2 comentários:

renatocinema disse...

Gostei do seu clima nostálgico e filosófico. Amo natal, pena não participar de amigo secreto pelo segundo ano consecutivo. Para mim é o maior símbolo do natal. Amigo Secreto.

Só não gostei de você não ter apreciado Scott Pilgrim. É bacana, vai? kkk

Tatiana Machado disse...

Honey, quem te vê menina ainda está cego! Olha esses cabelos e essas pérolas! Que bela mulher tornastes. Que felicidade saber que já está fechando o balando do ano. Copo sempre meio cheio. Adoro seus olhos atentos às luzes. São eles que refletem o brilho ou o brilho que reflete-se neles? Beijos