5 de dez de 2011

O Homem-Banana e as bolhas de sabão

Para o Felino, conforme prometido.

A Mulher Sabão de Coco era dura e inflexível. E, pior ainda, escorregadia. Missa do Galo às avessas, rodopiando para longe dele. Escorregava pelos dias e mãos e vontades do Homem-Banana, que ficava a ver navios. Entretanto, o seu encanto por ela e suas bolhas de sabão vinham na mesma medida do seu embaraço e falta de jeito. Afinal, ele era o Homem-Banana e cabia a ele, e somente a ele, deixar que ela escapasse por entre seus dedos débeis. E ela era Mulher Sabão de Coco e não o era por maldade, apenas por instinto de sobrevivência. Porque as suas marcas não tinha sabão de coco que tirasse. Não, dizer aquilo era ser dramático. Ela era Mulher Sabão de Coco porque era isso agora o que ditava a sua natureza. Nem mais, nem menos

2 comentários:

renatocinema disse...

Esse texto é uma conversa poética entre Platão e Shakespeare.


Não importa quem é sabão ou banana.

Pantera disse...

^_^