7 de dez de 2011

Feliz Natal [1]: Os presentes

Ela olhou desconsertada para sua cama. Calhou de tudo estar lá: as velas aromáticas, a lingerie nova, o perfume. Presentes de Natal que ela abrira antes da hora. Mas ainda faltava alguma coisa. E não era sua disposição - ou predisposição.

Já tinham lhe dito para sair por aí e arriscar. Mas o seu modo de arriscar era outro, bem diferente do que lhe ditavam. Seu modo de sentir era outro. Nem melhor nem pior, só diferente. Ficou entre guardar tudo e experimentar tudo - só para si. Não adiantava se compartilhar quando não havia ninguém que despertasse tal vontade ou desejo, não importava o que dissessem.

E, pela primeira vez em tempos, hesitava, sem saber o que fazer com os presentes sobre sua cama. O presente que queria era outro.  E tudo aquilo provava que ela era humana afinal.

Um comentário:

renatocinema disse...

Quando não se encontrar ninguém que desperta o desejo.....é melhor, a meu ver, se resguardar.