16 de dez de 2011

Sejamos flexíveis... Ou não!

Toda vez que alguém me cobra leveza, eu me pergunto o quão emocionalmente envolvida a pessoa está na situação que supostamente me causa tensão. Resposta: ela não está envolvida, por isso não sabe do que eu estou falando.

Acho engraçado quando nos pedem para ser flexíveis. Protestei e me responderam:

- Mas ser flexível não é dizer amém para tudo o que o outro diz...

(não, não é mesmo)

... mas aceitar que o outro é diferente e respeitá-lo.

Eu poderia ter aplaudido minha amiga de pé, mas estava cansada demais para sarcasmo. Preferi continuar largada na cadeira, porque ia acabar entrando numa discussão ideológica e, de acordo com as minhas regras, nada de DRs nem discussões ideológicas depois das dez - e já deixem que quebrassem essa regra tantas vezes.

Acho bobagem falar disso como se fosse a coisa mais fácil e banal do mundo, porque não é.

Aceitar a gente aceita. Mas nem sempre: há coisas que estão além do tragável. Isso varia de pessoa para pessoa. E olha que eu já ouvi e aceitei cada coisa que eu me pergunto: de onde veio essa tranquilidade e confiança diante de certas declarações? Sem crise, sem drama, sem salseiro. Então, tenho que ser mais flexível? Até o bambu arrebenta uma hora. Por que comigo seria diferente?

Respeitar? Eu respeito. Nem sempre, confesso. Respeitar eu respeito. Quando dá. É respeitar ou sair da sala - da vida.

5 comentários:

renatocinema disse...

Poeta.......você caprichou, mais uma vez.

"aceitar que o outro é diferente e respeitá-lo." você falou o que acredito e penso.

£ädÿ disse...

tb acho que existe um limite de aceitação. as pessoas tendem a confundir o aceitar com o respeitar. eu respeito que tenha gente que goste de funk, mas não quer dizer que eu aceite isso como uma coisa normal. meu exemplo foi idiota, mas deu pra sacar. cobrar respeito é uma coisa, mas aceitar tudo não é ser flexível, é ser boba.

RODE RIBEIRO disse...

Ai, ai... delicada a situação que vc colocou em seu texto, porém há momentos que, ficar calada e sentada pode se entendido como consentimento do que foi dito ou feito, mesmo que seja depois da dez horas da noite, horário improprio para se protestar, filosofar ou entrar em um debate ideológico.... a saída, e se retirar.... talvez a postura também não seja bem compreendida.
Enfim, será que ao respeitar, você tem que se calar e ficar apreciando, mesmo discordando? Ou é preciso iniciar-se um debate democrático com base filosófica ou ideológica, para se chegar a um consenso? Ou, simplesmente, respeitar a "diferença", porém não concordando com o que viu ou ouviu, porque intragável... e decide retirar-se do ambiente.
Quem é que vai decidir o que é flexível?
E que comportamento demonstrado define quem é ou não, flexível?
Bjs.

Dai disse...

Toda diferença é insuportável é o post da Ana http://migre.me/7dAxN

Acho que a diferença pode ser boa, pode interessar, seduzir. Enfim, porque a vida precisa ser tão clichê? Acabei de ser, enfim.

Muitas vezes a gente não respeita, atura.

beijo

Tavão disse...

Um texto bem bonito se perguntava, indignado: "Por que o respeito? Que diferença?" Aceitar, respeitar... tudo parece triste, não?