10 de abr de 2011

Teoria sentimental [1]: Da admiração

Apesar de Scarlet e do Sr. A. não terem absolutamente nada em comum, ambos sustentam a mesma teroia sentimental. Segundo eles, o gostar/ amar dura enquando durar a admiração pelo outro. Ou seja, é mais do que natural admirar quem se gosta/ ama.

Segundo eles, quando a admiração vai embora, adeus sentimento. Comprei a teoria, porque, para mim ao menos, caiu como uma luva: acho que a gente acaba admirando a pessoa de quem gostamos/ amamos e quando algo faz com que a admiração escorra pelo ralo, parece não haver motivo para gostar/ amar. Ok, estou racionalizando aqui, mas eu realmente não consigo gostar de quem não admiro sob qualquer perspectiva que seja. Afinal, podemos admirar as pessoas pelos motivos mais diversos. E fica muito fácil sair da vida de quem não desperta o mínimo de admiração. Como eu costumo dizer, isso ocorre quando o outro perde a graça, o encanto. E os mais diversos motivos podem causar isso.

Não sei o que vem primeiro: o gostar/ amar ou o admirar. Só sei que um não existe sem o outro.

Um comentário:

Fabio Y Nakamura disse...

Seu texto me fez remexer meus quilos de mp3's. Achei um Chico um tanto conhecido. Em "Tantas palavras", ele canta justamente o desencanto, talvez pela perda de alguma admiração que houve, certo dia, ao par.
"Tantas palavras
Que eu conhecia
E já não falo mais, jamais
Quantas palavras
Que ela adorava
Saíram de cartaz"