30 de out de 2011

Conversando com o Jornalista [1]: Porque as experiências deveriam ser sagradas

Falávamos de cinema e lhe fiz uma indicação. Voltei atrás:

- Acho que você não vai gostar. Melhor nem procurar o filme.

(um filme que eu adoro e que julguei  ele não fosse gostar)

Foi então que ele levantou uma questão fundamental: sim, ele podia sim gostar do filme, mas, pior do que isso, eu o estava impedindo de viver sua própria experiência, tirar suas próprias conclusões, ter suas próprias impressões.

Sim, o que tentei fazer foi quase criminoso, apesar de não constar na legislação brasileira, porque privar as pessoas de terem suas próprias experiências é algo condenável, por melhor que sejam as intenções - e eram as minhas.

E quantas vezes não poupamos os outros, protegendo-os do que achamos que devem ser protegidos, sem parar para pensar que muito provavelmente precisam daquele experiência?

Porque elas são únicas. E deveriam ser sagradas.

Um comentário:

renatocinema disse...

Essa amiga filosofa não é fácil não.

Viver suas próprias impressões foi perfeito.


Cada um que analise sobre seu próprio sentimento.


Amiga.......disse tudo e de forma sagrada.