20 de out de 2011

Dos convites e das ofertas recusados

Quer ir a feira comigo comer pastel? Então quer que eu te traga um pastel? Uma carona? Pode chorar no meu ombro. Me dê a mão. Um beijo e tudo logo passa. Um lenço. Balas de coco são minha obsessão, quer algumas? (mão em concha cheia). Um cinema sábado à noite? Um barzinho? Tô a fim de dançar, vamos? E o que você quer fazer? Piquenique cedinho ou dormir até tarde? Quer um par de meias emprestado? Sim, estão limpas, é claro. Quer envelhecer comigo? Deixa que eu carrego. Okay, dessa vez passa. Também da outra. E outra e mais outra. O rim. Vamos tomar um café? Mas eu vou pedir um chá... Vamos de comida tailandesa? Almoço na faculdade? Jantar à meia luz? Banho de cachoeira? Viagem para o litoral? Quer sair do país? Massagem? Um afago. Pode pegar o meu casaco, está frio. Só tenho esse bis, mas você quer? Experimenta o suco de melão. Trouxe essas flores para você. Essa música eu dedico a você. Sim, você é o protagonsita do meu romance. Vamos fugir?

Dá para dividir a vida com a simplicidade com a qual se dividi um sunday de caramelo. Topas?

É isso o que podemos oferecer. E o fato de recusarem não pode diminuir em nada (ou quase nada) a nossa vontade de convidar e ofertar cada vez mais e o melhor de nós

2 comentários:

Carolina disse...

Nossa, que lindo! Lindo, lindo, lindo!

renatocinema disse...

Convite aceito...... belíssimo.