16 de out de 2011

Diário: Why does it always rain on me?

Não precisei ir a psicológo para resolver my inner issues com chuva, garoa e afins. Céu cinza, tempestades, mas principalmente aquela garoa fina de cortar o coração. 

Talvez a grande questão seja a que eu tenha associado rainy days com lances emocionais e psicológicos. A primeira vez que me dei conta disso foi em julho de 2005, enquanto eu esperava um ônibus sozinha e deprê e matutava como a minha vida sentimental estava bagunçada, cheia de indefinições. 

Claro que as definições vieram depois, mas muitos dias chuvosos também. Mas vieram também muitos dias de vento, ventania, me leve sem destino. Sempre gostei de vento, muito mais um lance Winds of change do que Pocahontas. Seja como for, é música. Singing in the rain é uma boa pedida animadinha também.

Eu disse ao Economista que muitas águas tinham rolado desde que tínhamos nos falado pela última vez - coisa que ele não entendeu, visto ser o Economista, naturalmente. Mas a sua incompreensão e a incompreensão de outras pessoas (ou mesmo o descrédito alheio) não torna o meu sentimento menos genuíno.

Ontem à noite, eu estava esperando minha carona. Enquanto ela não chegava, fiquei ali, esperando debaixo de chuva, uma chuva suave que me fez matutar e fazer uma breve respectiva sobre meus dias chuvosos. E sobre os ventos da mudana que ainda estavam por vir.

Pensando na vida, cantarolava baixinho todas as canções que me vinham à cabeça. As gotas de chuva dançavam junto aos postes de luz amarelada e pousavam delicadamente em meus pés semi-nus. De repente, me senti viva, como a muito tempo não sentia...


Um comentário:

renatocinema disse...

Chuva e solidão são ótimas junções para poesia e melancolia. O resto é simples como se molhar e viver na garoa.