14 de out de 2011

Sobre meninas e vestidos

Namorou o vestido na vitrine por alguns minutos antes de entrar na loja. Se não estivesse a pé, mal a teria notado, por conta da entrada estreita. Mas notou, notava tudo. Perguntou para a moça se tinha em seu tamanho: as roupas costumavam ficar grandes demais, cheias de espaços não preenchidos, alças fugidias, volumes sem propósito. 

Sim, tinha o seu tamanho. Tomou o vestido para si e foi experimentá-lo. Perfeito. O que fazer quando um vestido cai como uma luva? Fica perfeito? A escolha era levá-lo, sem dúvida. Acinturado, tom pastel, alças cruzadas. A tatuagem à mostra. Os joelhos também. Dava para sair com ele para o trabalho ou para o fim de semana.

E, por mais que negasse, era ainda aquela figura romântica. E o sorriso de quem sabe um segredo grande. Váriso segredos na verdade, sendo um deles o que vestidinhos leves de verão podiam se revelar grandes armas - e armadilhas.



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