6 de jan de 2012

Fossa e fósseis: ah um coração partido!


Okay, mais um coração partido. Bem vindo ao maravilhoso mundo da fossa, onde tudo é cinza, a comida não tem gosto, as lágrimas são abundantes, o coração é uma bagunça (saudade, tristeza, raiva... tudo ao mesmo tempo) e a gente fica triste, muito triste - e, não raramente, insuportável, muito insuportável. Ah o drama!

Fossa me faz pensar em... Cocô? Estar na fossa é estar no cocô? Eeeeeeeca. Uma palavra: banho! É, pipocas da minha festa junina, everybody hurts, mas.... não, não é o fim do mundo. Pode ser o fim de muitas outras coisas, mas não do mundo, não da vida, não daquilo que realmente vale a pena.

Todo mundo sobrevive aos altos e baixos sentimentais que fazem parte de nossas vidas. Mas normalmente tem aquele momento - que pode se estender por quanto tempo quisermos imaginarmos - no qual a gente fica, em uma palavra, mal. Imagino que todo mundo aqui sabe do que estou falando. Ou não?

Das nuvens à lama. E será que estar na lama é tão ruim assim? Banho de lama não é bom para a pele? Depois disso, uma chuveirada e pronto. Passa. E a gente passa para outra. Possivelmente não foi a primeira e certamente não será a última vez que tivemos o coração partido. Mas faz parte do jogo.  

E não é de uma hora para a outra que a gente se conserta: nem sempre digerimos/ aceitamos o rompimento com a facilidade/ velocidade que gostaríamos, mas não há fossa que dure para sempre. Ufa! Mas as músicas ficam. 

Digo as músicas porque creio que elas sejam importantes para muitas pessoas. Afinal, é preciso viver aquela dor-de-cotovelo. São as fases do luto. E a música pode ajudar/ consolar/ superar/ vivenciar o que for preciso. Eu realmente vejo a música como uma coisa terapeutica. Embora ela possa ter o efeito contrário. Ops. Mas o que eu queria com esse texto é fazer uma introdução a uma série de posts de músicas/ intérpretes que não podem faltar na trilha sonora de quem está na fossa.

P.S. Um amigo comentou que Sepultura era ótimo para "desfosselizar". Pensei em fósseis. Sim, o que passa vira fóssil. Petróleo! A experiência é o petróleo que nos enriquece a existência. E tenho dito.

Um comentário:

£ädÿ disse...

e não há mesmo fossa que dure para sempre. às vezes rola um remember difícil de controlar, e no meio da superação rola um dia ruim, mas ele passa, porque tudo passa. piadinhas de uva passa à parte, essa é a maior verdade da vida.
adorei a comparação petrolífica (isso sequer é uma palavra?)