3 de fev de 2012

Descrenças e descrentes

Ela: - Eu não acredito.

Ele: - Sei.

Ela: - Estou falando sério.

Ele: - Então vou provar pra você que existe sim.

Ela: - Mas eu não disse que não existe, eu disse que não acredito. São coisas diferentes.

Ele: - Quer dizer que você pode mudar de ideia.

Ela: - Não: quer dizer que sou indiferente a existência ou inexistência. Para mim, tanto faz.

Ele: - É triste não acreditar numa coisa que existe.

Ela: - Pior seria acreditar numa coisa que não existe.

Ele: - Pior é o seu ceticismo cego.

Ela: - Racional.
.
Ele: - Te provo por A mais B.

Ela: - Não é um crime ter crenças diferentes.

Ele: - Então te dou um motivo para fazer você acreditar.

Ela: - Não preciso de motivos, nem das suas crenças, nem da sua fé nas coisas.

Ele: - Contrario suas crenças se eu te mostrar as coisas por outro ângulo?

Ela: - Não. Vá em frente então.

[tempo]

Ela: - Sinto muito.

Ele: - Não, quem sente muito sou eu.

Ouvindo Love ridden (Fiona Apple)

2 comentários:

renatocinema disse...

Que show......

Me senti dentro desse diálogo sendo o Ele. kkk

Me lembrou muito nosso diálogo da semana passada. kkk

£ädÿ disse...

desnecessário dizer que sou Ela.