29 de fev de 2012

Quando a gente foge daquilo que persegue

Quero muito. Muito mesmo. Não desesperadamente, mas fazia muito tempo que eu não queria alguma coisa desse jeito. Mas tem um probleminha: com a mesma intensidade que quero, não quero.

O que fazer quando queremos muito - muito, muito mesmo - uma coisa e, ao mesmo tempo, não a queremos de jeito nenhum?

[porque parece que estou fugindo daquilo que persigo]

Eu não sei, disse a mim mesma, perplexa, me olhando de soslaio num reflexo qualquer.

[ando brincando de gato e rato com meus desejos?]

Conversa vai, conversa vem, descobri que existe mais gente que se sente como eu e que, como eu, não faz ideia do que fazer com essa situação. Incoerente? E eu lá estou ligando para incoerência? Só queria saber mesmo por onde trilhar.

Não, não estou em cima do muro. É apenas uma corda bamba e me equilíbrio, como posso, até que decida o que é maior: o meu querer ou o meu não-querer - ou até que eu cansada de me equilibrar não consiga mais me equilibrar, ceda caia para um dos lados. 

E não basta listar prós e contras [lista longa]: empate. Até que eu saiba o que fazer, que delícia seria parar o tempo... Deixar tudo em suspenso. Mas tem três coisas aí: primeiro, eu me acomodaria (acho que quase qualquer um se acomodaria, na verdade); segundo, a vida não pára para que eu escolha, decida e bata o martelo; terceiro, eu não posso ficar em suspenso.

2 comentários:

£ädÿ disse...

eu fujo daquilo que eu persigo, mas às vezes calho de ser perseguida por aquilo de que fujo.
either way, difícil mesmo é sair de cima do muro.

renatocinema disse...

O perigo, as vezes, é bom. Mas, depende do risco, da ousadia. O tempo é a melhor forma de sabermos se o perigo vale a pena.