15 de jun de 2012

[Mil e] um pequeno[s] imprevisto[s]

Eu já tinha me dado conta antes, várias vezes, mas hoje precisei comentar com uma amiga:

- Sabe que a minha vida não saiu nada do que eu imaginava? Há quatro anos atrás, eu imaginava que hoje eu estaria já com o mestrado pronto, dando aulas de literatura, com meu próprio apê e... casada. E de repente saiu tudo... Diferente. Não posso dizer errado, porque só é diferente.

E lentamente está dando tudo certo. Um tudo tão diferente, pensei comigo mesma, enquanto o John cantva para mim no carro.


 As coisas têm uma razão de ser, acho. E elas realmente nem sempre saem como a gente gostaria, tanto para o bem quanto para o mal. De repente, o inesperado e os imprevistos não são de todo ruim. E chegarão mesmo a ser um pouco ruim?

A gente tem que se desdobrar mais, se desafiar mais, tentar se encontrar porque a rota foi outra. Não que sempre a gente escolha, às vezes é desvio da CET por causa de algum pepino automobilístico ou qualquer coisa na marginal Tietê, sempre a marginal Tietê. Tudo bem, aceito o desafio, a nova rota, o desconhecido. 

O importante é não ficar às margens do que se quer e ir galgando aos poucos. Porque a gente descobre que certas coisas não importam, enquanto outras... são simplesmente tudo. E outras ainda:

- Como raios eu já quis isso, uai?

Mas só vivendo para saber essas coisas. Só sentindo para ver aquilo cuja importância se renova com o passar dos anos. E fico feliz em perceber que as coisas saíram outras: eu não teria vivido metade do que vivi se meus planos iniciais tivessem sido levados a cabo.

Claro, eu teria vivido outras coisas, mas não essa vida que tenho vivido e que me transformou em quem sou hoje. Aliás, que tem me tranformado. E quem serei amanhã? Surpresa. Amanhã eu vejo.


Um comentário:

£ädÿ disse...

HAHAHAH passo por esse mesmo dilema. Minha vida hoje é totalmente diferente do que eu imaginei que seria, mas ao mesmo tempo isso não é ruim. Pelo contrário, é incrível sob vários aspectos. Os desvios inesperados muitas vezes vêm pro bem - a gente só demora a perceber isso às vezes.