12 de jun de 2012

Tardio encanto

Como um feitiço, as palavras foram sussurradas no vento. Semeadas no vento. Filhas de quem? A combinação perfeita. O momento exato. O retrato pintado. A oferenda feita. O cheiro de benjoim. Os gestos. As promessas. Os desejos. Tudo entegue a quem se importasse. O nome no papiro enrolado com a fitinha de cetim vermelha. As vidas que se emaranhavam. Davam nós apertados.

Mas a Maga olhava com um pesar sereno sombrio senhora de si. A apulheta quebrada. A areia escorrendo. E era tardio o encanto.

Um comentário:

Alline disse...

Isso, isso. Agora mesmo comigo. Parece Ciranda, Cirandinha.

Façamos um castelo com essa areia toda. ;)

Beeeeeeeeeeijo