14 de nov de 2012

As aventuras da Ovelha Desgarrada [2]

Perdeu o olhar obediente, os bons modos, o dom de se manter em silêncio. Dom? Ah como é conveniente ficar em silêncio: conveniente para si mesmo e para os demais. É conveniente ser conivente. Sem conflitos - externos. Por dentro era ebulição sem transbordamento. Queria ir além da bordas, mas morria sempre na praia de si mesma. Mas isso era antes.

Faz castelo de cartas para destruí-los. Tem fascínio pela criação, mas mais ainda pela destruição. A vida é espiral infinita, nada do oito deitado - infinito clichê.

Tatuou o braço esquerdo:

- Ovelhas de família não fazem essas coisas!

O ronco de sua moto responde por ela. Assim como a fumaça preta no dia claro. Será que ninguém mais vê o que ela vê?




Um comentário:

renatocinema disse...

Fascínio pela destruição? acho que é biográfico hein????kk