3 de nov de 2012

Sobre aquilo que não se sabe nomear


- Qual é o seu nome?

Eu deveria ter perguntado assim que ele chegou - e se instalou. Perguntei depois e ele não respondeu, porque simplesmente era uma coisa diferente, sem precedentes. E eu nem um pouco a fim de brincar de fill in the blanks. 

Não era lá grande coisa, mas, pensando bem, tem coisas que são difíceis de colocarmos num gráfico ou de atribuirmos um valor ou algo parecido. 

Então esse sentimento chega e se instala e eu sem saber seu nome. Não sei porque não há, então vou brincar de Criador e batizá-lo:

- Teu nome será...

E ele sorri gostosamente e se enrola como um gato, satisfeito sobre sua almofada predileta. Faço-lhe um cafuné cheio de afeto enquanto se espreguiça e assiste tevê. Ele também não sabe o que está fazendo aqui comigo, não sabe porque veio e por quanto tempo fica.

E nada disso importa, pois fique o tempo que precisar, quiser, sonhar... Já tem nome e só eu sei. E sei o que preciso saber: enquanto estiver por aqui, tem abrigo garantido. 

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