19 de nov de 2012

Quado a banca ganha

Ele: - Estou cansado desses jogos...

Ela: - Ah... Não temos muita escolha: jogo como posso, jogo o mínimo. Você sabe que eu gosto das coisas claras, mas não dá para ser do meu jeito. Sempre é esperado algo de nós.

Ele: - É tão cansativo: não tenho paciência! Ter que tentar adivinhar, dar o espaço certo, o tempo certo. Buscar os sinais certos. E tem o jogo da conquista, a mulher tem que ser conquistada e não sei mais o quê. O machismo pesa para os homens também. Não ficaria tudo mais simples se pudéssemos ser diretos sobre o que queremos?

Ela: - Sim, mas não dá certo: eu tentei. Você comunica seu interesse ou afeto e o outro sai correndo, como se estivesse fugindo de uma sentença de morte. Ser objetivo te compromete. Ter certeza de certas coisas é comprometedor.

Ele: - E as mulheres ficam se fazendo de difíceis. Não todas, é claro, e acho que faz parte do jogo.

Ela: - E se você, como mulher, coloca na mesa o seu interesse, a sua atenção, o seu cuidado logo de cara, assusta o outro, sei lá o porquê. É o jogo.

Ele: - Estamos bem arranjados, hein?

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