20 de nov de 2012

Cézanne

Meu romantismo ofendia, ofertado discretamente com as maçãs sobre a mesa. Natureza morta. A árvore do conhecimento. Maçã envenenada. Conhecimento envenena? É preciso saber saber das coisas. Nem me venha com esse papo de aprender a aprender: o negócio é saber saber das coisas. Vai provar do conhecimento [partitivo, um pouquinho do conhecimento do mundo] para depois cair em sono profundo. Salvo por um beijo? Nada, só no balde de água fria. É assim que mostro que me importo: chamando para a realidade, ainda que as maçãs sobre a mesa sejam suas, só suas.

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