14 de jun de 2010

Diário: Dos insetos

Eu esperava com muita calma. Não ia gritar, berrar, me estressar, ficar nervosa, rouca, insandescida. Foi assim que eu escolhi que seria hoje o meu dia. Ela me olhou e disse:

- Nossa! Eu nunca ia servir para ser professor! A senhora tem sangue de barata!

Eu me limitei a sorrir e tive vontade de falar duas coisas:

- Essas coisas eles não ensinam da faculdade.

&

- Na verdade, não tenho sangue de barata (embora me sinta um inseto).

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