4 de jun de 2010

Stand by me

Essa semana passei pensando num amigo meu. Quer dizer, ex-amigo. Okay, não é comum se dizer ou ouvir isso. Todavia, certas pessoas são importantes somente durante certos momentos. E ele foi. Tivemos um rompimento doloroso - e dramático, é claro. Drama. Essa palavra me faz lembrar uma amiga muito querida que não vejo há algum tempo: a Diva Ruiva.

O caso é que brigamos muito feio mesmo e nunca mais nos falamos desde então. Isso foi em 25/12/09 - um delicioso modo de passar o dia de Natal. Chegamos a um ponto em que não nos aguentávamos mais. Tivemos várias DRs e nada de se resolver. Deixei o pobrezinho enfezado e aí quem não queria mais a amizade era ele.

Pensei nele essa semana, mas não senti saudade. Não sinto a falta dele, como sei que ele não sente a minha. Há uma citação em Stand by me (1986) - um dos melhores filmes que eu já vi - que reflete bem o que eu senti: "It happens sometimes. Friends come in and out of our lives, like busboys in a restaurant." Não estávamos nos fazendo bem. Para que continuar? A raiva escorreu pelos dias e restou o desejo de que ele seja feliz.

Passei o dia de hoje com um dos meus irmãos de coração. Dizem que os amigos são a família que a gente escolhe e acho que é bem por aí: de 2005 para cá, ganhei dos irmãos mais novos. Um deles, o James, é a minha alma-gêmea, uma pessoa que tem me acompanhado e tirado o melhor de mim. O outro, o Sherlock, é o irmão mais protetor, quase um irmão mais velho, apesar de ser mais novo. Engraçado como os dois são tão diferentes entre sim e ocupam lugar igualmente importante na minha vida. São dois grandes companheiros e vejo tranquilamente nossos filhos brincando juntos no futuro.

2 comentários:

Anônimo disse...

conheço bem essas histórias...
> sara

Anônimo disse...

Li uma vez no Orkut de um amigo (e você saberá quem é, tenho certeza ^^), que amigos não se "faz, amigos se "reconhece". E achei isso uma das coisas mais verdadeiras que já vi/li/ouvi. Em alguns casos encontramos (ou reconhecemos)uma verdadeira família. E foi isso o que aconteceu, não foi? E não me refiro só a você, James e eu, a Patota (eu sempre rio com esse nome) tornou-se uma verdadeira família para nós, não foi? É engraçado.
Lembro exatamente do dia em que conheci cada um de vocês. Lembro do dia em que nos conhecemos. Lembra-se sobre o que conversamos? Foi sobre os livros do Arthur Conan Doyle (ou seja, sobre meu pretenso alter-ego, rs), desde então nossa amizade só cresceu a cada dia, até nos tornarmos irmãos de coração. Tive sorte de conhecê-la, assim como tivemos sorte de conhecer cada um de nossos amigos... Sem os quais tudo teria muito menos graça.
Aos amigos que se foram, como é o caso dessa pessoa que você citou em seu texto, bem, nem todas as amizades são feitas para durar para sempre. Felizmente, nosso caso não é esse, a cada dia tenho mais certeza disso.

Beijo, maninha querida, adorei vê-la ontem.
Ass. seu irmão,
S. Holmes.