7 de set de 2010

Diário: It's rainy just outside

Tem dias que você simplesmente desliga - ainda que tenha vários afazeres domésticos. Tirei um tempo pra sair. Não há nada melhor do que sair de jeans, all star, blusão e ainda se achar linda. Linda não era exatamente a palavra, mas me dei ao direito de sair como tive vontade. 

Chorei no trailer antes do filme, mas não chorei no filme que fui ver. Normalmente choro em ambos: trailers e filmes. Comprei três potes do meu sorvete preferido. Pura sorte, já que eu nunca acho esse sabor para vender. Uma tristeza.

O que me fez lembrar de uma coisa que ele me disse há alguns anos: "você gosta de coisas com sabores suaves". Analisando atentamente o sabor de sorvete que mais gosto (e lembrando que ele falava das minhas preferências referentes a suco e pizza) percebi que ele tinha e tem razão. Talvez eu precise estender essa suavidade e leveza aos demais campos da minha vida. E tenho acertado nesse quesito.

Ontem eu constatei verbalmente que 2010 não é nada do que eu tinha planejado em 2009: não estou no emprego que planejei nem com a pessoa que imaginei. Mas, estranhemente, logo eu (que não gosto de surpresas), estou gostando desse sabor desconhecido dos meus dias.

O desconhecido é algo fascinante.

Ontem eu percebi que é importante planejar o imprescindível. Sim, isso é fato. Mas só. Há coisas que tem que ser saboreadas na correnteza que nos leva. Deixar a imaginação mais solta. Sem, é claro, mas sem encher os balões de expectativa, que podem nos levar para lugares altos demais ou para aqueles em que muitas vezes não queremos estar se/quando os balões explodem.

Um comentário:

Vinícius Cássio disse...

Muito bonita a metáfora do balão de expectativa! ^^

E, pensando junto... será que realmente somos capazes de voar? Será que essa vontade de não encher balões de expectativa não é, ela mesma, sorrateiramente, um minucioso plano disfarçado?

Que o medo do estouro não impeça a força do fôlego para encher balões, mesmo aqueles cujo rumo é o esperado inesperado!