28 de mai de 2012

Ah o Drama [1]: Conjugando o verbo sofrer

[...] Tem  vezes que a gente olha para a própria vida e diz:

- Cara, eu vou sofrer mesmo.

É a constatação de um fato ainda a ser consumado, mas é algo quase fatal: parece haver muito pouco a se fazer para se evitar o tal sofrimento. Mas será que se precisa evitar o sofrimento a todo custo sempre? Não sei, às vezes acho que as pessoas o evitam demais - e não sei até que ponto isso é bom. Também não digo que chamo o sofrimento para lhe dar um chamego:

- Ô coração, senta aqui no meu colo e tire um cochilo!

Mas também mandá-lo embora como se ele não tivesse nada a me oferecer... Ah... Fica complicado. Principalmente porque o

- Cara, eu vou sofrer mesmo.

não é necessariamente conformista e acomodado, talvez possa ser antes um indício de que se vê as consequencias de nossas ações, ações nem sempre essas ensaiadas e bonitinhas. Na maioria das vezes não são. 

Às vezes, é como um transplante de rim: você sabe que precisa, mas não tem total controle da situação. Outras vezes, é só uma questão de não se adaptar na velocidade que requer a mudança. Seja como for, tem coisas que só sentindo na pele mesmo para aprender.
 

Um comentário:

£ädÿ disse...

sofrer faz parte. tem horas que o "cara, eu vou sofrer" é quase uma provocação - o precipício tá ali, mas a gente se joga dele porque não vai saber com certeza a dor da queda antes de sentir. mas sem a dor da queda também não vem o prazer do vento no rosto. não dá pra separar a parte boa da ruim, então...