20 de mai de 2012

Física quântica

Descobri que gosto das coisas difíceis. E das pessoas difíceis. Não é que seja uma coisa consciente, que eu chegue e diga: Você é difícil? Então quero você. Também não é que eu goste de sofrer. É simplesmente como as coisas são. É como as coisas acontecem.

Talvez eu atraia a dificuldade. Talvez eu leve jeito para lidar com ela. Acho que, no fundo, eu sei que dou conta. Nem que seja para bater o martelo e falar uma hora: foi difícil, mas eu tentei. A tentativa é uma coisa que valorizo, do mesmo modo que valorizo o processo em detrimento do resultado.

É por isso eu gosto tanto tanto de você, mesmo você sendo chatíssimo, ansioso ao extremo e por vezes inconveninte. Gosto de olhar para essa sua cara de criança e pensar: você ainda vai ser um grande homem.

É por isso que eu escolhi a profissão que escolhi. Não que as coisas estejam fáceis hoje em dia e só minha carreira seja uma coisa meio complicada. Não mesmo. Já foram fáceis? Será que tudo esteve já mais calmo e tranquilo algum dia? Só acho que hoje as dificuldades são outras, são diferentes das dos nosso pais.

É por isso que gosto de V. Woolf. Que fui ao experimento teatral de minha amiga Diva Ruiva. Há sempre o risco de se sentir inadequado, incapaz, estúpido ou burro mesmo, mas eu arrisco. Arrisco e não é porque eu seja louca por desafios. É porque simplesmente as coisas são assim.

Um comentário:

Cláudia disse...

Esse bateu fundo em mim, te falar! (: