8 de mai de 2012

E o que vem depois do começo?

Porque todo começo é difícil. Ouvi isso mais de uma vez e sempre acreditei nisso. Todavia, ultimamente, a pergunta que não quer calar é:

- Quanto tempo dura o começo?

Porque eu não sei mesmo o que pensar. Porque talvez dessa vez não seja uma questão de ponto de vista. Porque eu sou realista com matizes otimistas e algumas coisas simplesmente se tornam insuportáveis, por mais Polianna que uma pessoa possa ser - o que não é o meu caso.

Porque às vezes as coisas mais importantes, as decisões mais sérias e decisivas parecem estar além de nosso alcance. E o que eu faço enquanto o mundo desmorona e ninguém faz nada? Tento manter o dique sozinha e salvar a Holanda como o menino da história?

Porque algumas coisas são tão intensas e parece que envelhecemos dez anos em uma semana. Dez anos em um dia. E, ainda assim, sem conseguir chegar onde se precisa. A andorinha que não faz verão sozinha, num impasse ou perdida no meio do caminho.

3 comentários:

renatocinema disse...

O importante é não desistir de voar, mesmo que seja uma andorinha solitária.

Sempre existe o amanhã, que pode, ou não, nos rejuvenescer dez dias.

O começo dura o tempo que fazermos ele durar. Seja bom ou ruim.

Tavão disse...

Deixa eu escrever antes do Biel dessa vez. Hehe. E se apostássemos todas as fichas no insuportável? Até que ele se torne suportável ou até que a gente morra? Pq, quando a dor é insuportável demais, a gente morre. Acho muito bonito apostar na dobra. E só se dobra nos limites.

Tavão disse...

Ah! Um cara muito rock and roll já dizia que as andorinhas, sozinhas, não fazem o verão, mas elas nem querem o verão: querem é o inverno!