18 de mar de 2011

O que se faz nos sonhos além de dormir

Semana passada, sonhei com duas pessoas com quem não costumo sonhar:


- Sonhei com você!

A primeira coisa que se costuma é perguntar:

- E como foi?

Assim ambas fizeram e percebi que normalmente faço sempre as mesmas coisas nos sonhos:

- Conversávamos.

Há alguns milhares de anos, a Fisioterapeuta, antes de ser fisioterapeuta, disse que conversar era uma das coisas que eu mais gostava de fazer. E hoje vejo que ela acertou. Quando adolescente, tinha os sonhos mais mirabolantes e deliciosos. Entretanto, fugir era uma constante e creio que estivesse ligado ao momento pelo qual passava, embora eu não quisesse de fato fugir, mas isso renderia qualquer análise de sonhos na qual não estou interessada.

Hoje o que mais faço nos sonhos é caminhar e conversar, provavelmente porque são duas das coisas que mais gosto de fazer. Já houve casos de ter sonhado com um pretendente em potencial, dizer isso a ele e ouvir o seguinte comentário cheio de malícia:

- E o que a gente estava fazendo?

E eu respondia feliz: 

- Conversávamos.

Acho que toda a "mirabolância" talvez tenha ficado relegada a um segundo plano, ou talvez eu só a tenha canalizado para outro campo. Acho que ela reina enquanto estou acordada agora. Meus sonhos são, em grande parte, bastante prosaicos, sem maiores arroubos. Mas, nem por isso, menos deliciosos. Seja como for, é estranho reproduzir algo que já faço normalmente no dia-a-dia. Os sonhos não seriam um espaço de libertação? Bom, talvez a forma que eu tenha de me libertar seja exatamente conversando e caminhando - coisas que, felizmente, faço diariamente.

Ouvindo Don't follow (Alice in chains)

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