30 de jan de 2011

Alguém como você

Quem nunca teve o coração partido? Apesar de ser uma comédia romântica despretenciosa, o filme vai um pouco além disso. Alguém como você mostra como Jane passa do céu ao inferno em apenas algumas semanas, depois que o namorado a abandona. Mas o mais interessante (e o enfoque do filme) é como às vezes as pessoas inventam teorias malucas para tentar explicar o que ninguém consegue - e precisam desesperadamente - entender. Quem já passou por isso sabe muito bem do que estou falando.

O filme retrata com leveza e humor esse percurso da personagem, no qual ela constrói um explicação bastante "científica" e "racional" para ter sido abandonada. Mas não é porque é leve e despretencioso que não gera alguma reflexão. Afinal, de quem é a culpa? É mesmo deles, homens? É minha? Ou talvez simplesmente não haja culpa. Talvez só pessoas com medo de se machucar, outras que não sabem ao certo o que querem e outras que não sabem o que fazem - gerando sofrimento alheio. Mas tudo é aprendizado e Jane aprende com seus erros e leva sua experiência a um novo patamar, de reformulação e de transformação.

Gosto do filme porque não cai na auto-piedade, mas nos diverte pelas situações absurdas e nos comove por aquelas situações pelas quais muita gente já passou. Quem nunca esperou por um telefonema que nunca veio? Nossa experiência pode esbarrar com a de algumas personagens e, ao olhar as coisas de fora, por outro ângulo, temos a chance de repensarmos nossas próprias atitudes e decisões.

 A trilha sonora é gostosa: confiram It must be love (Madness) e Absolutely cuckoo (The Magnetic fields). O elenco é ótimo: Greg Kinnear consegue me deixar realmente nervosa (principalmente porque conheço pessoas como a personagem dele), Hugh Jackman está perfeito no papel do badboy e Ashley Judd está extremamente graciosa e e encantadora, além de muito próxima do que muitas pessoas vivem/viveram/viverão ainda. A única coisa que não rolou para mim foi o beijo do Hugh Jackman - e eu não fui a única mulher a ver a cena e dizer que aquele beijo não convenceu.
 E depois que finda a crise e Jane começa a ver tudo com mais clareza, ela volta os pés a terra firme e começa a perceber o que realmente importa e que Ray não era o último homem que iria amar.

3 comentários:

Aline Maira disse...

assisti esse filme esses dias!

MN disse...

vou alugar

Dai disse...

Frau,

precisava falar com vc, me mande e-mail, por favor?

O meu é daianymaia@gmail.com

beijo!