4 de jan de 2011

O balde



Resolveu por fim chutar o balde. E o fez de tal modo que além da água imunda espalhada pelo chão, teve que arcar com a janela que o balde acertou. E como era de sua natureza, pagou o conserto do vidro, desmanchando-se em desculpas. De joelhos limpou a água suja. Ajoelhou tem que rezar. A água era tão escura que nem se podia imaginar que um dia fora limpa. Lembrou-se: roupa suja se lava em casa.

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